Bichara e Pinheiro Neto atuam em operação bilionária de troca de florestas de eucalipto entre Eldorado e Suzano

Da redação de LexLegal
A Eldorado Brasil Celulose e a Suzano Papel e Celulose concluíram uma operação de grande porte no setor de celulose envolvendo o manejo de florestas de eucalipto em Mato Grosso do Sul. O negócio incluiu o pagamento à Eldorado e a troca de aproximadamente 18 milhões de metros cúbicos de madeira em pé – expressão utilizada para designar árvores ainda não cortadas, ou seja, que permanecem no campo aguardando colheita.
Leia também: Bichara Advogados atua na emissão de CRI da Rio Park Urbanismo SPE
Esse tipo de operação é comum no setor de papel e celulose, que depende da matéria-prima florestal para manter a produção contínua. O swap de madeira em pé (troca de ativos florestais entre companhias) permite que empresas ajustem seus estoques de forma estratégica, reduzindo custos logísticos e garantindo suprimento para suas plantas industriais.
Escritórios envolvidos na operação
A Eldorado contou com a assessoria do Bichara Advogados, que participou de toda a estruturação contratual e regulatória da transação. Estiveram à frente os sócios Luiz Henrique Vieira, Marcos Tiraboschi e Daniel Abuchalla, além da advogada Laura Sant’Anna Purri Miranda. Os aspectos tributários foram conduzidos por Thiago Marques, especialista na área.
Já a Suzano foi assessorada pelo Pinheiro Neto Advogados, um dos maiores escritórios do país. A equipe foi liderada pelos sócios André Vertullo Bernini e Fábio Rocha Pinto e Silva, com participação dos senior associates Guilherme de Toledo Piza e Roberto Mandetta Netto e da associada Júlia Hall-Nielsen Fraige.
Equipes internas das companhias
Além das bancas externas, os departamentos jurídicos das próprias empresas também desempenharam papel fundamental:
- Eldorado: Fabiana Blasiis, Arthur Gersoni e Felipe Caixeta.
- Suzano: Maurício Vasconcelos, Stefani Frizzo Stefenon, Iva Maria Bueno e Gabriel Amorin Kron.
O mercado de celulose brasileiro é um dos maiores do mundo e altamente competitivo. Operações como esta demonstram a sofisticação jurídica e financeira do setor, que não se restringe apenas à produção, mas envolve também estratégias de gestão florestal e planejamento tributário.
Veja também: Pinheiro Neto assessora emissão de R$ 45 mi em debêntures da Santa Clara Agrociência
Para investidores e especialistas, esse tipo de transação mostra como as empresas estão cada vez mais atentas à eficiência logística e ao uso inteligente dos ativos florestais, fundamentais para a manutenção da competitividade global.