Bichara Advogados assessora Matera na compra da Fáciltech

Da redação de LexLegal
A Matera, empresa brasileira especializada em soluções tecnológicas para instituições financeiras, fechou a aquisição da Fáciltech, movimento que consolida sua presença em um mercado cada vez mais competitivo e pressionado pela digitalização acelerada dos serviços bancários. A operação contou com a assessoria jurídica do Bichara Advogados, que estruturou a transação e acompanhou todas as etapas de due diligence — processo de auditoria que examina riscos jurídicos, financeiros e operacionais antes do fechamento de um negócio.
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A Fáciltech, adquirida pela Matera, atende cerca de 150 instituições financeiras no país, entre cooperativas de crédito, fintechs e bancos digitais. O portfólio inclui softwares de gestão, soluções para processamento de dados bancários e ferramentas usadas no dia a dia das operações do sistema financeiro. Com a incorporação, a Matera passa a ampliar sua capacidade de atender um ecossistema que demanda segurança, escalabilidade e integração com regulações como Open Finance e pagamentos instantâneos.
A transação reforça o movimento de consolidação no setor de tecnologia financeira, impulsionado pela necessidade de instituições tradicionais e novos entrantes adotarem sistemas mais robustos. Empresas como a Matera têm sido buscadas por bancos e fintechs para operacionalizar produtos digitais, processar transações e cumprir exigências regulatórias do Banco Central.
Embora o valor da aquisição não tenha sido divulgado, o acordo sinaliza que empresas de infraestrutura tecnológica continuam estratégicas no mercado financeiro, especialmente após a expansão do Pix, do Open Finance e da competição entre bancos digitais. No segmento de cooperativas de crédito — uma das frentes mais fortes da Fáciltech — a demanda por plataformas estáveis e interoperáveis tem crescido de maneira acelerada.
A assessoria jurídica da operação foi conduzida pela equipe do Bichara Advogados, que trabalhou com os sócios Luiz Henrique Vieira e Joaquim Mano, além dos advogados Frederico Doell, Vitor Macabu e Isabela Lopes. Eles acompanharam todas as etapas da negociação, revisão contratual, estrutura societária e avaliação de riscos regulatórios.
O movimento da Matera reafirma uma tendência observada nos últimos anos: empresas que já eram fortes em tecnologia passam a incorporar plataformas complementares para ampliar gama de serviços, reduzir custos de desenvolvimento e responder a demandas regulatórias de forma mais eficiente. Para especialistas do setor, aquisições desse tipo ajudam fintechs e bancos a terceirizarem parte da infraestrutura tecnológica que exige constante atualização e altos investimentos.
Do ponto de vista regulatório, operações como esta precisam observar normas de segurança cibernética, proteção de dados (Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD) e autorizações específicas para serviços financeiros. Em transações desse porte, advogados costumam mapear a aderência das empresas às regras do Banco Central, verificar contratos com clientes, examinar passivos trabalhistas e avaliar riscos tecnológicos, especialmente ligados à continuidade dos serviços.
Para a Matera, a aquisição da Fáciltech representa uma ampliação de mercado e de capilaridade regional, dada a presença consolidada da empresa em instituições pequenas e médias — um segmento que tem crescido com a digitalização do crédito e a descentralização da atividade bancária. O desafio agora será integrar sistemas, alinhar equipes e manter a operação sem impacto para os clientes de ambas as empresas.
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Com a transação, a expectativa é que a Matera fortaleça sua disputa em um mercado cada vez mais influenciado por grandes bancos digitais, cooperativas tecnológicas e empresas de processamento de dados que buscam soluções rápidas e seguras para operações financeiras.