Barroso diz que julgamento de Bolsonaro trará “grau de tensão” ao país

Barroso diz que julgamento de Bolsonaro trará “grau de tensão” ao país
Presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou que julgamento de Bolsonaro e aliados pela trama golpista é “imperativo” para encerrar ciclo de rupturas institucionais/Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Publicado em 26/08/2025 às 7:30

Da redação de LexLegal

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (25) que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete acusados pela chamada trama golpistainevitavelmente gerará “algum grau de tensão” no país.

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Durante participação em evento na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Barroso ressaltou que o resultado — seja condenação ou absolvição — será definido “com base nas provas”, em observância ao devido processo legal e em sessões públicas.

Nós vivemos esse momento tenso, inevitável, dos julgamentos do 8 de janeiro e dos julgamentos do que, segundo a denúncia do procurador-geral da República, teria sido uma tentativa de golpe de Estado. É evidente que esses episódios trazem algum grau de tensão para o país”, declarou.

“Encerrar um ciclo”

O ministro também fez um retrospecto das rupturas institucionais ao longo da história e destacou que é hora de consolidar a democracia:
É imperativo o julgamento, porque o país precisa encerrar o ciclo em que se considerava legítimo e aceitável a quebra de legalidade constitucional por não gostar do resultado eleitoral”, completou.

Julgamento marcado

O julgamento de Bolsonaro e de outros sete réus terá início no dia 2 de setembro e deve se estender até o dia 12 de setembro, sendo conduzido pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Os acusados respondem por crimes como:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado por violência e grave ameaça;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

As penas, em caso de condenação, podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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Réus do núcleo central da trama golpista

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro e ex-candidato a vice em 2022;
  • Mauro Cid – tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
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