Barroso defende pacificação e Gilmar Mendes afirma que STF resistiu a ataques

Barroso defende pacificação e Gilmar Mendes afirma que STF resistiu a ataques
Luís Roberto Barroso encerrou mandato como presidente do STF pedindo pacificação, enquanto Gilmar Mendes destacou a resistência da Corte a ataques e pressões políticas/Agência Brasil
Publicado em 26/09/2025 às 7:00

Da redação de LexLegal

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, fez nesta quinta-feira (25), em Brasília, seu último discurso à frente da Corte. Ele defendeu um “novo recomeço” para o país, destacando a necessidade de pacificação em meio à polarização política.

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“Estamos precisando viver um novo recomeço, novo tempo de esperanças no Brasil [para] conseguirmos finalmente essa pacificação que todo mundo deseja. Pacificação não significa as pessoas abrirem mão de suas convicções, dos seus pontos de vista, de sua ideologia. Pacificação tem a ver com civilidade, capacidade de respeitar o outro com sua diferença”, afirmou Barroso.

A fala ocorre duas semanas após o STF condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados por participação na trama golpista que buscava reverter o resultado das eleições de 2022.

Debate de ideias e respeito às diferenças

No pronunciamento, Barroso ressaltou que a sociedade brasileira precisa resgatar a capacidade de debater ideias sem transformar divergências em ataques pessoais.

“A vida não é assim. A vida é feita da convivência entre pessoas que pensam de maneira diferente”, completou.

Gilmar Mendes: STF sobreviveu a “ousadia inédita”

Durante a mesma sessão, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, elogiou a condução de Barroso e afirmou que a Corte resistiu às tentativas de descredibilização, especialmente após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

“Após uma nova rodada de ataques, de violência e ousadia inéditas, que irrompeu sobre esta Corte durante sua presidência, posso asseverar novamente, com renovada convicção: o Supremo Tribunal Federal sobreviveu”, declarou Mendes.

O ministro destacou ainda que o julgamento dos envolvidos na intentona golpista foi conduzido de forma regular, respeitando princípios constitucionais.

“O Supremo conduziu o processo que levou à condenação dos réus do núcleo crucial da intentona golpista com tranquilidade e de maneira absolutamente regular, com o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa”, afirmou.

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Na próxima segunda-feira (29), Edson Fachin e Alexandre de Moraes assumem os cargos de presidente e vice-presidente do Supremo, respectivamente. A sessão marcou o encerramento do mandato de Barroso, que esteve à frente da Corte nos últimos dois anos.

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