Barril do petróleo dispara no mercado global após morte de Khamenei no Irã

Barril do petróleo dispara no mercado global após morte de Khamenei no Irã
Tensão no Estreito de Ormuz eleva cotação do Brent e ameaça ritmo de queda dos juros no Brasil/Agência Brasil
Publicado em 02/03/2026 às 14:30

Da redação de LexLegal

O mercado financeiro internacional reagiu com choque nesta segunda-feira (2) à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e à ofensiva militar de EUA e Israel. O barril do petróleo tipo Brent saltou cerca de 7,6%, negociado próximo de US$ 79 em Londres, enquanto o WIT subiu 6% em Nova York.

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A disparada reflete o pavor de analistas com o possível fechamento do Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% da produção mundial de óleo e gás. O economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, explica que “com o Estreito de Ormuz fechado, a oferta cai muito e, consequentemente, os preços sobem quase que de forma imediata”.

Apesar de a Opep+ ter anunciado aumento na produção para suprir a ausência do Irã, o gargalo logístico é a maior ameaça à cadeia produtiva global. No Brasil, as ações da Petrobras subiram 3,90% na B3, mas o país pode sofrer com a inflação de derivados importados, que tendem a chegar mais caros ao consumidor.

O cenário de guerra já impacta as previsões para a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. Otávio Oliveira, do Banco Daycoval, avalia que o Banco Central pode ser mais conservador na reunião de março: “Tem a possibilidade de esse corte de juros vir um pouco mais tímido. Talvez não 0,50 ponto percentual (p.p.), talvez 0,25 p.p.”.

No câmbio, o dólar encerrou a trajetória de queda das últimas semanas e voltou a operar perto de R$ 5,20. O movimento é impulsionado pela fuga de investidores de países emergentes para ativos considerados mais seguros, como a moeda americana e o iene japonês, diante da incerteza geopolítica.

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Analistas preveem que o dólar se mantenha instável, oscilando entre R$ 5,20 e R$ 5,25 nos primeiros dias de conflito. Sartori observa que, embora conflitos costumem fortalecer o dólar, a gestão de Donald Trump gera incertezas próprias que podem limitar uma valorização mais abrupta da moeda.

SÃO PAULO WEATHER