Atividade econômica recua 0,5% em julho, aponta Banco Central

Atividade econômica recua 0,5% em julho, aponta Banco Central
Trabalhadores têm até 29 de dezembro para sacar o abono salarial PIS/Pasep referente ao calendário de 2025/Agência Brasil
Publicado em 15/09/2025 às 15:30

Da redação de LexLegal

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), calculado pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,5% em julho em relação a junho. O resultado, divulgado nesta segunda-feira (15), representa a terceira retração consecutiva do indicador e acende alerta sobre a perda de dinamismo da economia brasileira no início do segundo semestre.

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O IBC-Br é acompanhado de perto por analistas e investidores porque serve como um “termômetro” antecipado da economia, oferecendo pistas sobre o desempenho do PIB oficial, que é calculado trimestralmente pelo IBGE. Embora não seja idêntico ao PIB, o índice costuma mostrar tendências semelhantes.

Segundo o Banco Central, o setor industrial foi o principal responsável pela retração de julho, com queda de 1,1%. A agropecuária também apresentou recuo relevante, de 0,8%, enquanto os serviços — que têm o maior peso na economia — caíram 0,2%. Esses três segmentos em conjunto explicam a contração da atividade no mês, refletindo menor ritmo de produção e de consumo.

O ajuste sazonal, usado pelo Banco Central, serve para eliminar distorções provocadas por fatores como número de dias úteis diferentes entre os meses ou períodos de maior ou menor atividade em determinados setores (como datas comemorativas ou safras agrícolas).

Comparação anual mostra crescimento

Apesar da queda mensal, os dados mostram que, na comparação com julho de 2024, o IBC-Br avançou 1,1%. No acumulado de 12 meses até julho, a economia cresceu 3,5%. Já entre janeiro e julho de 2025, a alta foi de 2,9%. Essas comparações não precisam de ajuste sazonal porque envolvem períodos equivalentes.

Esse contraste entre o recuo nos últimos três meses e a expansão nos acumulados mostra que a economia ainda mantém um desempenho positivo em prazos mais longos, mas perdeu fôlego recente.

Sinais para política monetária

O resultado reforça o debate em torno da política monetária. Uma economia em desaceleração pode abrir espaço para o Banco Central manter ou até intensificar a queda da taxa Selic, buscando estimular o crédito e o consumo. Por outro lado, a autoridade monetária também observa outros indicadores, como inflação e mercado de trabalho, antes de definir os próximos passos da política de juros.

Analistas apontam que a sequência de quedas no IBC-Br pode influenciar expectativas de crescimento para o PIB de 2025. O mercado financeiro, no último boletim Focus, já havia revisado para baixo algumas projeções, e os números de julho tendem a reforçar essa leitura de um cenário de expansão mais moderada.

Nos últimos meses, fatores como a desaceleração da indústria, o menor desempenho das exportações agrícolas e a cautela no setor de serviços têm afetado a atividade. Além disso, o ambiente internacional, marcado por tensões comerciais e variação nos preços de commodities, tem impactado a economia brasileira.

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Ainda assim, economistas lembram que o resultado acumulado em 12 meses mostra resiliência, sinalizando que a economia não está em recessão, mas passa por um período de menor ritmo de crescimento.

SÃO PAULO WEATHER