ARZ e XP lançam fundos de R$ 240 mi para investir em imóveis nos EUA

Da redação de LexLegal
O mercado de capitais brasileiro encerrou janeiro com uma nova ponte para investimentos no exterior. O escritório IW Melcheds Advogados estruturou dois fundos para a ARZ Capital que captaram R$ 240 milhões. A operação, em parceria com a XP Inc., permite que investidores locais apliquem em dívidas imobiliárias nos Estados Unidos.
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Os fundos ARZ Confidas Dwight Real Estate Credit, nas modalidades Pré e Pós-Fixada, são os chamados fundos estruturados. Na prática, o termo indica veículos que possuem regras específicas de investimento para financiar setores da economia real, como o imobiliário. Os recursos serão geridos pela americana Dwight Capital, especialista em emprestar capital para grandes projetos nos EUA.
O trabalho jurídico envolveu a modelagem regulatória dos ativos, garantindo que o investimento em crédito estrangeiro respeitasse as normas da CVM. Em termos simples, o crédito imobiliário funciona como um financiamento: o investidor “empresta” o dinheiro e recebe os juros pagos por quem financiou imóveis no mercado americano.
A equipe do IW Melcheds Advogados responsável pela estruturação e constituição dos fundos contou com o sócio Gustavo Alberto Rached Taiar e a advogada Gabriela Bassi. A XP Inc. atuou como coordenadora líder, sendo a instituição financeira que organiza a venda das cotas e avalia as condições da oferta para os investidores.
Segundo o escritório, o movimento reflete a busca por dolarização de patrimônio e a confiança em ativos internacionais de alta liquidez. O diferencial jurídico foi adaptar a estratégia de financiamento e refinanciamento da Dwight Capital ao formato de fundo fechado no Brasil, conferindo maior segurança para a entrada do capital nacional no exterior.
“Operações como essa evidenciam o amadurecimento do mercado brasileiro para acesso a oportunidades de alocação de recursos em ativos internacionais”, afirma o sócio Gustavo Alberto Rached Taiar.
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A estruturação desses veículos de investimento sinaliza uma tendência de internacionalização das carteiras brasileiras. Ao acessar o mercado de crédito dos Estados Unidos, o investidor consegue diversificar o risco e buscar rentabilidade atrelada à economia americana, utilizando uma estrutura local totalmente regulada.