Deputado aliado de Bolsonaro deixa acampamento após ordem de Moraes

Deputado aliado de Bolsonaro deixa acampamento após ordem de Moraes
Deputado Hélio Lopes durante protesto com barraca em frente ao STF, na Praça dos Três Poderes – Foto: Bruno Peres/Bruno Peres/Agência Brasil
Publicado em 27/07/2025 às 14:00

Da redação de LexLegal

O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) retirou, na madrugada deste sábado (26), a barraca que havia montado em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), após decisão do ministro Alexandre de Moraes. Lopes, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, havia iniciado o acampamento na tarde de sexta-feira (25) e anunciado que permaneceria no local em uma “greve de silêncio” em protesto contra as medidas do tribunal adotadas contra Bolsonaro e seus aliados.

A decisão de Moraes foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar uma representação pedindo a remoção imediata e a proibição de acesso e permanência de parlamentares e demais indivíduos acampados na Praça dos Três Poderes. Além de Lopes, a medida também atinge os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)Cabo Gilberto Silva (PL-PB)Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT).

O ministro proibiu qualquer ocupação ou obstrução da Praça dos Três Poderes e determinou às autoridades do Distrito Federal a adoção de medidas preventivas e repressivas cabíveis, com identificação e documentação de práticas ilícitas. Moraes advertiu que agentes públicos que deixarem de agir poderão ser responsabilizados pessoalmente.

A decisão também prevê prisão em flagrante em caso de descumprimento, com base na prática de resistência ou desobediência ao ato de autoridade pública.

“Não há outra interpretação a ser extraída da tentativa de repetição da ilegal ocupação de vias públicas a acampamentos golpistas realizados na frente do Exército brasileiro e das condutas golpistas lamentáveis praticadas na Praça dos Três Poderes no domingo, 8/1/2023”, escreveu Moraes.

Na decisão, o ministro ressaltou que o direito à reunião e à manifestação não pode ser exercido de forma abusiva e que a liberdade de expressão não deve ser utilizada como instrumento de interferência, violência ou prejuízo à ordem pública.

Moraes argumentou que o acampamento de Lopes buscava replicar os acampamentos considerados “ilegais e golpistas” montados em frente aos quartéis do Exército ao longo de 2022 e início de 2023, com o objetivo de inviabilizar o funcionamento do STF e subverter a ordem democrática.

Em uma determinação complementar, Moraes também proibiu a realização de qualquer acampamento em um raio de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e em frente aos quartéis das Forças Armadas.


SÃO PAULO WEATHER