Apoiadores e críticos de Bolsonaro se enfrentam em ato diante da PF em Brasília

Clima de tensão marca chegada do ex-presidente à Superintendência após ordem do STF

Apoiadores e críticos de Bolsonaro se enfrentam em ato diante da PF em Brasília
Manifestante em frente à sede da Polícia Federal durante protestos após a prisão de Jair Bolsonaro/Valter Campanato/Agência Brasil
Publicado em 23/11/2025 às 11:00

Da redação de LexLegal

A entrada da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal virou palco de disputa política neste sábado (22), após a chegada do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Grupos favoráveis e contrários se concentraram em lados opostos da via e protagonizaram momentos de tensão, com gritos, xingamentos e buzinaços de motoristas que passavam pelo local.

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O grupo contrário ao ex-presidente entoou cantos e comemorou a prisão. Uma manifestante chegou a estourar uma garrafa de champanhe. Do outro lado, apoiadores se reuniram em apoio a Bolsonaro. Logo cedo, o músico Fabiano Trompetista apareceu para tocar a marcha fúnebre em referência à detenção.

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) esteve diante da PF e classificou a decisão como “perseguição política absurda e inconstitucional”.

Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado após decisão de Moraes, que entendeu que a convocação de uma vigília perto da residência onde ele cumpria prisão domiciliar poderia gerar tumulto ou facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”. O ministro também registrou uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica durante a madrugada.

A audiência de custódia está marcada para este domingo (23). A defesa do ex-presidente informou que pretende recorrer.

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Bolsonaro havia passado para o regime domiciliar em 4 de agosto, depois de desrespeitar medidas cautelares já impostas pelo STF. Ele estava proibido de acessar embaixadas e consulados, manter contato com autoridades estrangeiras e usar redes sociais, direta ou indiretamente. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no Núcleo 1 da trama golpista, e a execução das penas pode ocorrer nas próximas semanas.

Na sede da PF, Bolsonaro recebeu medicação e foi atendido por um médico, visita autorizada pelo Supremo.

SÃO PAULO WEATHER