Anvisa proíbe venda de medicamentos e suplementos sem registro ou com indícios de falsificação

Anvisa proíbe venda de medicamentos e suplementos sem registro ou com indícios de falsificação
Agência aponta possibilidade de contaminação por toxina bacteriana e orienta consumidores/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Publicado em 21/07/2025 às 17:00

Da redação de LexLegal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização e a apreensão de diversos medicamentos e suplementos alimentares por irregularidades sanitárias, incluindo ausência de registro, fabricação por empresas não autorizadas e suspeita de falsificação. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União da última sexta-feira, 18 de julho, por meio de resoluções assinadas pelo gerente-geral de Inspeção e Fiscalização da Anvisa, Marcus Aurélio Miranda de Araújo.

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Entre os itens retirados do mercado estão os medicamentos Colágeno + Vitamina CL-Treonato de MagnésioEspinheira Santa e os produtos comercializados sob os nomes Xarope da Vovó Isabel ou apenas Xarope da Vovó. Todos foram alvo da Resolução RE nº 2.703/2025, que apontou a ausência de registro sanitário e a comercialização por empresas sem autorização de funcionamento.

De acordo com a Anvisa, os xaropes da Vovó são fabricados por empresa desconhecida, sem qualquer notificação, cadastro ou autorização para produzir medicamentos no Brasil. Já os demais produtos são atribuídos à empresa Grupo Nutra Nutri Ltda, que não possui autorização de funcionamento junto à Agência.

Outro item retirado de circulação é o lote L42158 do insumo farmacêutico Dysport® (Toxina Botulínica A, 150 U). Conforme consta na Resolução RE nº 2.704/2025, a empresa fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda declarou que não reconhece o lote como sendo de sua produção, o que caracteriza falsificação do produto.

A Anvisa também proibiu o Curcumyn Long, classificado como suplemento alimentar. Segundo a Resolução RE nº 2.705/2025, o produto não atende às especificações legais quanto ao processo de fabricação, estando, portanto, em desacordo com a regulamentação vigente.

A retirada dos produtos visa proteger a saúde pública, considerando o risco de consumo de substâncias sem controle sanitário ou com origem fraudulenta. A Agência reforça que consumidores devem sempre verificar o registro de produtos e a autorização das empresas nos canais oficiais antes de adquirir medicamentos ou suplementos.

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Mais informações e esclarecimentos podem ser obtidos por meio dos canais de atendimento disponíveis no portal da Anvisa.

SÃO PAULO WEATHER