Anvisa prevê aprovar vacina do Butantan contra dengue já na próxima semana

Anvisa prevê aprovar vacina do Butantan contra dengue já na próxima semana
Além da vacina, a Anvisa anunciou um plano para reduzir o tempo de aprovação de medicamentos por meio do uso de sistemas de inteligência artificial — ferramenta que, segundo os diretores, já vem sendo adotada por agências reguladoras de outros países/Butantan/Divulgação
Publicado em 08/11/2025 às 11:00

Da redação de LexLegal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve concluir, até o fim da próxima semana, a análise da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (7) pelo diretor da agência, Daniel Pereira, durante coletiva dedicada às estratégias para acelerar a liberação de medicamentos no país.

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Segundo Pereira, o processo está em fase final. “A vacina de dengue do Butantan é um processo prioritário para a agência”, afirmou. Ele explicou que, na semana passada, técnicos da Anvisa se reuniram com o comitê de especialistas para solucionar as últimas dúvidas relacionadas ao imunizante.

A nossa expectativa é que, na primeira quinzena de novembro ainda, ou alguns dias a mais, a gente já tenha uma conclusão por parte da Anvisa, para a gente autorizar o registro”, disse o diretor. Segundo ele, a avaliação exigiu “muitas horas” de discussão com pesquisadores externos. Até o momento, outros laboratórios não solicitaram registro de vacinas similares.

IA para reduzir filas e acelerar análises

Além da vacina, a Anvisa anunciou um plano para reduzir o tempo de aprovação de medicamentos por meio do uso de sistemas de inteligência artificial — ferramenta que, segundo os diretores, já vem sendo adotada por agências reguladoras de outros países.

O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, explicou que a demanda por novos registros cresce cerca de 10% ao ano, pressionando a capacidade de análise do órgão. Hoje, alguns processos levam até três anos para serem concluídos.

“Trata-se de um conjunto de ações que estão sendo pensadas que, em conjunto, tende a reduzir os prazos de análise que estão tendo na Anvisa”, afirmou Safatle. Ele destacou ainda que “as ferramentas de inteligência artificial estão sendo muito utilizadas em todas as agências reguladoras. É um instrumento que pode ajudar muito no processo de otimização de análise e no processo de aumento da produtividade”.

Atualmente, segundo Daniel Pereira, a fila da Anvisa inclui cerca de 1,1 mil medicamentos sintéticos e 100 produtos biológicos pendentes de análise. O objetivo é que, até dezembro de 2026, todos os processos passem a respeitar o prazo legal de até um ano.

Investimento para acelerar o registro de medicamentos

Durante a reunião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participa na África do Sul de encontros com autoridades sanitárias do G20, anunciou por vídeo a destinação de R$ 25 milhões para ampliar ferramentas de inteligência artificial na Anvisa.

Padilha ressaltou que o país precisa acelerar o registro de novos produtos para atrair investimentos no setor farmacêutico. “Acreditamos que isso vai reduzir, dar mais qualidade à análise, reduzir o tempo para os projetos de inovação e, com isso, fazer com que medicamentos novos cheguem mais rápido à nossa população”, disse.

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O ministro informou ainda que foi criado um comitê para acompanhar o plano de modernização regulatória e que o Brasil firmou parcerias com empresas da África do Sul e da Indonésia para acelerar a produção de vacinas contra tuberculose no país.

SÃO PAULO WEATHER