Anvisa aprova Mounjaro para crianças com diabetes tipo 2

Da Redação de LexLegal
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do medicamento Mounjaro para tratamento de diabetes tipo 2 em crianças a partir de 10 anos. Até então, a autorização do remédio era restrita a pacientes adultos.
Leia também: Mattos Filho e Pinheiro Neto lideram venda do controle da Braskem
A ampliação ocorre após avaliação técnica da agência e altera a faixa etária permitida para uso do medicamento no tratamento da doença. Segundo a Anvisa, a mudança não modifica outras indicações do produto já aprovadas.
Em comunicado, a agência explicou que o ajuste regulatório foi específico para a indicação relacionada ao diabetes.
“A única mudança foi a ampliação da população-alvo para tratamento de diabetes, que era apenas de uso adulto e agora passa a ser de uso pediátrico”.
O Mounjaro faz parte da classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo de medicamentos que ganhou popularidade recente no país. Esses produtos ficaram conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, embora tenham indicações médicas que vão além do controle de peso.
Nova fase de regulação das canetas emagrecedoras
A decisão sobre o uso pediátrico ocorre em meio a uma agenda regulatória mais ampla sobre medicamentos desse tipo. A diretoria colegiada da Anvisa deve discutir, na próxima semana, uma proposta de instrução normativa voltada a procedimentos técnicos relacionados à manipulação dessas substâncias.
A norma em discussão pretende estabelecer critérios técnicos para a preparação desses medicamentos em farmácias de manipulação, tema que passou a receber atenção crescente diante do aumento da procura por esse tipo de tratamento.
Segundo a agência, a proposta faz parte de um plano mais amplo de medidas regulatórias e de fiscalização voltadas ao controle sanitário desses produtos.
Grupos de trabalho acompanham uso dos medicamentos
Além da revisão das normas técnicas, a Anvisa criou grupos específicos para acompanhar o uso das chamadas canetas emagrecedoras e fortalecer o monitoramento sanitário.
As medidas foram formalizadas por meio de portarias publicadas na semana passada. Um dos grupos foi criado pela Portaria 488/2026 e contará com participação de representantes do Conselho Federal de Farmácia, do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Federal de Odontologia.
Outro grupo foi instituído pela Portaria 489/2026 e terá a função de acompanhar a implementação das ações previstas pela agência e avaliar possíveis ajustes nas estratégias regulatórias.
Veja também: Mercado de consultoria jurídica ganha nova empresa: Cross Legal Marketing
O conjunto dessas medidas integra um plano anunciado pela Anvisa no início do mês, que busca ampliar o controle sanitário e garantir a segurança dos pacientes que utilizam medicamentos dessa classe, especialmente diante do aumento da demanda e da expansão das indicações terapêuticas.