Anvisa aprova medicamento para tratar câncer cerebral

Anvisa aprova medicamento para tratar câncer cerebral
Anvisa determina retirada de azeite Ouro Negro, sal do Himalaia Kinino e “Chá do Milagre” do mercado por irregularidades sanitárias/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicado em 12/08/2025 às 15:00

Da redação de LexLegal

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta semana, o registro do medicamento Voranigo® (vorasidenibe), indicado para o tratamento de determinados tipos de câncer cerebral. Desenvolvido pela farmacêutica Servier, o fármaco é um inibidor de enzimas e será disponibilizado em comprimidos de uso diário.

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Segundo a fabricante, o Voranigo® é indicado para pacientes a partir de 12 anos diagnosticados com gliomas difusos — astrocitomas ou oligodendrogliomas — de baixo grau (grau 2), que apresentem mutações na enzima IDH1 ou IDH2, tenham sido submetidos à cirurgia e não possuam indicação de radioterapia ou quimioterapia imediata.

O vorasidenibe atua bloqueando as enzimas mutadas IDH1 e IDH2, responsáveis pela produção de substâncias que favorecem o crescimento de células tumorais. Ao interromper essa cadeia de estímulos, o medicamento busca retardar a progressão da doença.

Em entrevista, o oncologista Fernando Maluf destacou a relevância da decisão da Anvisa: “Gliomas são os tumores cerebrais mais comuns que existem. Os de baixo grau acometem preferencialmente uma população muito jovem, que começa a desenvolver esse tumor desde a infância e adolescência até adulto jovem”.

O especialista ressaltou que, até então, as opções terapêuticas se restringiam à radioterapia e à quimioterapia. “Essa medicação coloca uma alternativa muito especial para tentar evitar novas cirurgias, radioterapia ou medicamentos mais agressivos. Ela consegue reduzir, de forma muito importante, o risco de progressão da doença às custas de uma boa tolerabilidade”, afirmou.

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A aprovação representa um marco para o tratamento de gliomas de baixo grau no país, abrindo espaço para terapias mais direcionadas e menos invasivas, especialmente para pacientes jovens que convivem com o risco de recorrência tumoral ao longo da vida. Com informações da Agência Brasil.

SÃO PAULO WEATHER