ANP autoriza retomada de perfuração na Foz do Amazonas sob novas exigências
Petrobras deve trocar selos de segurança após vazamento de fluido em janeiro

Da redação de LexLegal
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) liberou a continuidade das atividades da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas. A operação estava suspensa desde janeiro após o vazamento de fluido de perfuração na Margem Equatorial.
Leia também: Demarest e Pinheiro Neto atuam na venda da Automa para a norueguesa DNV
A retomada depende da substituição integral dos selos das juntas do riser, tubo que interliga o poço no fundo do mar à sonda na superfície. A estatal deve comprovar a troca em até cinco dias após a instalação final das peças.
O vazamento original ocorreu em linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço Morpho. Organizações ambientais e indígenas questionaram o incidente, mas a Petrobras sustenta que o composto é biodegradável e possui baixa toxicidade.
A agência reguladora determinou ainda a revisão do Plano de Manutenção Preventiva da companhia. O intervalo de coleta de dados de vibração submarina deverá ser reduzido nos primeiros 60 dias de operação para garantir o controle.
Novas juntas de perfuração só poderão ser utilizadas mediante envio de certificados de conformidade técnica. A ANP realiza uma auditoria no sistema de gestão de segurança operacional da unidade de perfuração desde o início da semana.
Veja também: TozziniFreire e VBSO assessoram emissão de R$ 300 milhões em CRAs da Ouro Safra
A Petrobras afirmou anteriormente que não existem falhas na estrutura do poço e que todas as medidas de controle foram adotadas. Procurada para comentar as novas exigências da agência, a empresa não se manifestou até o fechamento.