Americanas inicia arbitragem para responsabilizar ex-executivos por fraude contábil

Americanas inicia arbitragem para responsabilizar ex-executivos por fraude contábil
O escândalo contábil da Americanas já dura mais de dois anos e resultou na recuperação judicial da empresa, além de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Comissão de Valores Mobiliários/Agência Brasil
Publicado em 12/03/2025 às 12:58

Da redação de LexLegal

A Americanas deu início, nesta terça-feira (11), a um procedimento arbitral para responsabilizar ex-executivos pelos danos causados à companhia no escândalo contábil bilionário revelado no início de 2023. A empresa busca indenizações por prejuízos financeiros e morais, além do reembolso de despesas relacionadas ao processo.

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Em comunicado ao mercado, a Americanas mencionou nominalmente os ex-executivos Miguel Gutierrez, Anna Saicali, José Timótheo de Barros e Márcio Cruz Meirelles. Segundo a companhia, a arbitragem visa garantir o ressarcimento integral dos prejuízos sofridos em decorrência da fraude e de “demais ilícitos” praticados em 2022.

A defesa de José Timótheo de Barros alegou que a empresa “foi usada” desde a divulgação do fato relevante de 11 de janeiro de 2023 — quando a Americanas anunciou pela primeira vez as inconsistências contábeis — para “satisfação de interesses espúrios de poucos”. Já o advogado de Márcio Cruz Meirelles afirmou que ainda não teve acesso ao processo.

“A companhia buscará ser integralmente ressarcida de todos os danos materiais e imateriais sofridos em decorrência dos atos ilícitos praticados, e que serão ainda detalhadamente apresentados durante a tramitação do procedimento”, declarou a Americanas no comunicado.

Procurado, um representante de Anna Saicali não respondeu imediatamente, enquanto a assessoria de Miguel Gutierrez informou que não irá se manifestar.

O escândalo contábil da Americanas já dura mais de dois anos e resultou na recuperação judicial da empresa, além de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em outubro, a CVM acusou os quatro ex-executivos e outros antigos gestores da companhia de uso de informação privilegiada (insider trading).

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SÃO PAULO WEATHER