Alckmin se reúne hoje com a presidente Claudia Sheinbaum em missão oficial no México

Da redação de LexLegal
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, cumpre nesta quinta-feira (28) o ponto alto da missão oficial ao México: a audiência com a presidenta Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional, na Cidade do México. A comitiva brasileira, que desembarcou na capital mexicana na noite de terça-feira (26), iniciou ontem (27) a agenda de reuniões com representantes do setor privado e autoridades locais, em busca de ampliar o comércio bilateral e atrair investimentos.
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Segundo Alckmin, a meta é aproximar ainda mais Brasil e México, “as duas maiores democracias e economias da América Latina”, reforçando cooperação em áreas como indústria, agronegócio, saúde e tecnologia. O vice-presidente também destacou a necessidade de atualizar o Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE 53), assinado em 2002, que hoje abrange cerca de 800 produtos com tarifas reduzidas ou zeradas. “Ele pode ser muito mais amplo, incluindo novos produtos e serviços. O comércio exterior é mão dupla”, disse Alckmin a empresários.
Ontem, a comitiva participou de encontros com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado mexicano, Alejandro Murat Hinojosa, e com três ministros do governo local: Julio Berdegué Sacristán (Agricultura e Desenvolvimento Rural), Juan Ramón de la Fuente (Relações Exteriores) e Marcelo Ebrard (Economia). O dia foi encerrado no Encontro Empresarial Brasil-México.
Hoje, além da reunião com Sheinbaum, Alckmin receberá as chaves da Cidade do México das mãos da prefeita Clara Brugada Molina, como gesto de reconhecimento institucional. Também estão previstas reuniões com o secretário de Saúde, David Kershenobich, e com empresários mexicanos, antes do encerramento da missão em evento organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Contexto das negociações
A agenda ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais com os Estados Unidos, após a decisão do presidente Donald Trump de sobretaxar em até 50% produtos brasileiros. Para o governo brasileiro, ampliar parcerias com México e Canadá é uma forma de diversificar mercados e reduzir a dependência do comércio com os norte-americanos.
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De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, em 2024 a corrente de comércio entre Brasil e México somou US$ 13,6 bilhões, com destaque para exportações brasileiras de automóveis, carnes de aves e caminhões, além da importação de peças e veículos mexicanos.