Acionistas da Warner recebem recomendação para vetar proposta da Paramount

Acionistas da Warner recebem recomendação para vetar proposta da Paramount
A disputa pelos ativos que incluem franquias como Harry Potter e o acervo da HBO define quem terá a hegemonia na distribuição global de conteúdo/Reprodução
Publicado em 17/12/2025 às 15:30

Da redação de LexLegal

O conselho de administração da Warner Bros. Discovery formalizou nesta quarta-feira (17) a recomendação para que seus investidores rejeitem a oferta de US$ 108,4 bilhões feita pela Paramount Skydance. A cúpula da companhia mantém o suporte à negociação iniciada com a Netflix, em um movimento que busca consolidar a maior fusão do mercado de entretenimento recente. Segundo a diretoria da Warner, a análise técnica apontou que as condições apresentadas pela Paramount são inferiores ao projeto de integração com a gigante do streaming, que já possui um acordo estruturado de US$ 72 bilhões pelos estúdios de cinema, televisão e pela operação da HBO Max.

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Análise técnica e disparidade entre as propostas

A recusa da diretoria em relação à investida da Paramount baseia-se na solidez financeira e na previsibilidade da proposta da Netflix. Enquanto a oferta tenta seduzir acionistas com um valor de US$ 30 por ação, o conselho argumenta que o modelo da Netflix, de US$ 27,75 por papel, oferece maior segurança jurídica por ser um acordo vinculante e dispensar a necessidade de novas captações de capital. O negócio com a Netflix prevê o pagamento majoritariamente em espécie e a manutenção de lançamentos nos cinemas, preservando a tradição do estúdio. Estamos convencidos de que a parceria entre Netflix e Warner Bros. trará mais opções e valor aos consumidores, ampliará o alcance da comunidade criativa com nossa distribuição combinada e impulsionará o crescimento de longo prazo, declarou a Warner Bros. em comunicado oficial.

Concentração de mercado e o futuro do streaming

A disputa pelos ativos que incluem franquias como Harry Potter e o acervo da HBO define quem terá a hegemonia na distribuição global de conteúdo. Caso a Netflix finalize a compra, o valor total da transação deve atingir US$ 82,7 bilhões ao contabilizar a absorção das dívidas da Warner. O desfecho da operação ainda depende do crivo de órgãos reguladores nos Estados Unidos, que avaliam os impactos da concentração de catálogo audiovisual.

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A Paramount, por sua vez, tenta criar um novo gigante de mídia para rivalizar com empresas de tecnologia, mas enfrenta a resistência do conselho da Warner, que vê na Netflix uma plataforma de distribuição mais robusta e imediata para o crescimento de longo prazo. A decisão do conselho joga a responsabilidade final para a assembleia de acionistas, que precisará ponderar entre o valor imediato da oferta hostil e a viabilidade operacional do acordo de fusão.

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