Brasil cria 767 mil empregos com carteira assinada em 2026, aponta Caged

Brasil cria 767 mil empregos com carteira assinada em 2026, aponta Caged
Serviços lideram geração de vagas, e todos os estados acumulam saldo positivo no ano/Fernando Frazão/Agência Brasil
Publicado em 01/07/2026 às 15:00

Da Redação de LexLegal

O Brasil criou 767.326 empregos com carteira assinada entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar de oscilações em maio, todas as unidades da Federação registram saldo positivo de vagas no acumulado do ano.

Somente em maio, o mercado formal abriu 72.260 novos postos de trabalho. O resultado é a diferença entre 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos registrados no período.

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O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos em maio, com saldo de 45.655 vagas. Em seguida aparecem Construção Civil, com 12.096 postos, Agropecuária, com 10.205, Indústria, com 4.974, e Comércio, que praticamente ficou estável, com apenas 40 vagas líquidas.

Dentro do setor de Serviços, os maiores destaques foram as áreas de saúde e serviços sociais, que abriram 14.478 vagas, atividades administrativas e serviços complementares, com 11.413, e transporte, armazenagem e correio, que somaram 6.227 novos empregos.

Na Agropecuária, a contratação foi impulsionada principalmente pelas safras de café, com 17.674 vagas, laranja, com 2.458, e cana-de-açúcar, com 828. Já a Construção Civil teve crescimento puxado pelas obras de infraestrutura, responsáveis por 8.916 novos postos de trabalho.

Na Indústria, o maior número de contratações ocorreu na fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, seguida pelos segmentos de derivados de petróleo, biocombustíveis, coque e indústria alimentícia.

O levantamento também mostra que o salário médio real de admissão foi de R$ 2.384,10 em maio. O valor ficou 0,75% abaixo do registrado em abril, mas representa aumento de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação.

Entre os estados, São Paulo liderou a geração de empregos em maio, com 18.224 novas vagas, seguido por Espírito Santo, com 9.532, e Rio de Janeiro, com 9.195. Houve saldo negativo no Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins, Santa Catarina e Alagoas.

Segundo o Ministério do Trabalho, no caso do Rio Grande do Sul, a queda está relacionada ao encerramento de atividades sazonais no campo e aos efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos como couro e calçados.

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Durante a divulgação dos dados, o ministro Rogério Marinho também rebateu críticas de que o Bolsa Família desestimularia a formalização do emprego. “De janeiro a abril do pessoal que está no Bolsa Família, 1.451.616 pessoas contratadas e desligadas 1.030.000, com saldo de 421 mil pessoas”, afirmou Rogério Marinho, ministro do Trabalho e Emprego. Depois da declaração, o ministro disse que os números demonstram que beneficiários do programa continuam ingressando no mercado formal de trabalho.

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