Tesouro Direto sobe e títulos IPCA+ longos voltam ao maior nível de junho

Tesouro Direto sobe e títulos IPCA+ longos voltam ao maior nível de junho
Taxas dos títulos públicos avançam no último dia do mês, com pressão dos juros, cenário fiscal e mercado externo/Magnific
Publicado em 30/06/2026 às 14:00

Da Redação de LexLegal

As taxas do Tesouro Direto voltaram a subir nesta terça-feira (30), interrompendo uma sequência de sessões de estabilidade e queda. O movimento foi mais intenso nos títulos prefixados e nos papéis atrelados à inflação com vencimentos mais longos, que retornaram ao maior patamar registrado em junho.

Os investidores seguem acompanhando a evolução dos juros no Brasil e no exterior, além das incertezas fiscais. Apesar do recuo observado nos últimos dias, as remunerações continuam acima das registradas no início do mês e devem encerrar junho em níveis elevados.

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Pela manhã, o Tesouro Prefixado 2029 oferecia retorno de 14,25% ao ano, enquanto o papel com vencimento em 2032 pagava 14,42%. Na segunda-feira (29), as taxas estavam em 14,20% e 14,36%, respectivamente.

Mesmo com a acomodação recente, os rendimentos permanecem distantes do início de junho. Nos momentos de maior tensão da curva de juros, os títulos prefixados chegaram perto de 15% ao ano. No primeiro pregão do mês, o Prefixado 2029 oferecia remuneração de 13,94%.

Entre os títulos corrigidos pela inflação, os vencimentos mais curtos permaneceram praticamente estáveis. O Tesouro IPCA+ 2032 continuava pagando retorno real de 8,30% ao ano, além da inflação.

Já os títulos de longo prazo voltaram a registrar alta. O Tesouro IPCA+ 2040 passou a oferecer remuneração real de 7,68% ao ano, enquanto o IPCA+ 2050 subiu para 7,37%, maior taxa registrada no mês. No pregão anterior, esses papéis pagavam 7,64% e 7,33%, respectivamente.

Os títulos indexados à inflação também devem fechar junho acima dos níveis observados no início do mês. Em 1º de junho, as taxas oferecidas eram inferiores às registradas atualmente em praticamente todos os vencimentos.

A abertura das taxas acompanha o comportamento do mercado financeiro nesta terça-feira. Depois de vários dias de queda, os juros futuros voltaram a subir em linha com a valorização do dólar, do petróleo e dos rendimentos dos títulos do governo dos Estados Unidos.

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O mercado também monitora os leilões de NTN-Bs e LFTs promovidos pelo Tesouro Nacional e acompanha a tramitação de propostas no Senado que podem ampliar gastos públicos. A possibilidade de votação de medidas com impacto fiscal mantém os investidores cautelosos e influencia a precificação dos títulos públicos.

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