EUA testam visto prioritário com taxa extra para turismo e negócios

Da Redação de LexLegal
Os Estados Unidos vão testar um novo modelo para emissão de vistos de turismo e negócios. O Departamento de Estado anunciou um projeto-piloto que permitirá aos candidatos pagar uma taxa adicional para conseguir prioridade no agendamento da entrevista consular, reduzindo o tempo de espera para análise do pedido.
A iniciativa será implementada entre julho e dezembro de 2026 em consulados selecionados, escolhidos conforme a capacidade operacional de cada unidade. O governo americano afirma que o programa será avaliado ao longo do período e poderá ser ampliado caso apresente resultados positivos.
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O novo serviço será destinado aos solicitantes dos vistos B1, voltado para viagens de negócios, e B2, utilizado para turismo e visitas. Para aderir ao atendimento prioritário, o candidato deverá pagar uma taxa extra de US$ 750, além da taxa consular tradicional de US$ 185.
Em troca, o solicitante terá acesso a um agendamento acelerado da entrevista, cuja expectativa é ocorrer em até dez dias após o pagamento. O benefício, porém, limita-se à rapidez no atendimento.
O Departamento de Estado ressalta que o pagamento da taxa adicional não altera os critérios utilizados pelos agentes consulares na análise do pedido. A aprovação continuará dependendo da comprovação dos requisitos exigidos pela legislação americana, como vínculos com o país de origem, finalidade da viagem e capacidade financeira.
“É uma medida positiva porque cria uma opção para quem tem urgência. O pagamento da taxa não compra o visto nem altera os critérios de aprovação. O que muda é apenas a prioridade no processamento da entrevista”, afirma Daniel Toledo, advogado especializado em Direito Internacional e imigração para os Estados Unidos.
A medida poderá beneficiar empresários, executivos, profissionais que participam de eventos internacionais e turistas que precisam organizar viagens em pouco tempo. Atualmente, em diversos consulados, o intervalo entre o pedido e a entrevista pode durar vários meses, dependendo da demanda local.
Toledo explica que a iniciativa pode reduzir prejuízos para empresas e profissionais que dependem de agendas internacionais. “Muitas oportunidades de negócios surgem de forma inesperada. Em alguns casos, o empresário perde contratos ou deixa de participar de eventos importantes porque não consegue agendar a entrevista a tempo. Esse serviço oferece uma alternativa para essas situações.”
Outro ponto destacado pelo especialista envolve o pagamento da taxa adicional. Segundo ele, o valor corresponde exclusivamente ao serviço de processamento prioritário e não será devolvido caso o visto seja negado, já que a prestação do serviço ocorrerá independentemente do resultado da análise.
O próprio Departamento de Estado reforça que o projeto não flexibiliza nenhuma exigência migratória. Todos os candidatos continuarão submetidos aos mesmos critérios legais atualmente aplicados para a concessão dos vistos B1 e B2.
Como se trata de um projeto experimental, ainda não foram divulgados quais consulados participarão da iniciativa nem quando o modelo poderá ser expandido para outras unidades diplomáticas. Ao término da fase de testes, o governo americano avaliará a demanda, a eficiência operacional e os resultados obtidos antes de decidir sobre a continuidade do programa.
A criação do serviço também representa uma nova estratégia para ampliar a capacidade de atendimento dos consulados sem modificar o fluxo convencional. Quem optar por não pagar a taxa adicional continuará utilizando o procedimento tradicional de solicitação de visto, seguindo os prazos normais de agendamento.
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Caso o projeto seja bem-sucedido, especialistas avaliam que o modelo poderá servir de referência para outros serviços consulares, oferecendo alternativas de atendimento prioritário para determinados perfis de viajantes, sem alterar as regras de concessão dos vistos nem os requisitos previstos pela legislação de imigração dos Estados Unidos.