O Brasil para na Copa, mas o risco jurídico da empresa não tira férias

Priscila Spadinger*

Hoje é dia de abertura da Copa do Mundo. O Brasil respira futebol. As telas são tomadas pela expectativa, os escritórios ficam com metade do expediente na cabeça, e quem tem empresa sabe muito bem o que significa tentar trabalhar enquanto o país inteiro está de olho na bola.
Eu entendo. Sou brasileira, adoro o futebol e, confesso, já pausei reunião para ver gol da seleção. Mas enquanto eu e você estamos aqui celebrando essa paixão nacional que volta a cada quatro anos, há algo que não tira férias: o risco jurídico do seu negócio.
Contratos vencem. Processos tramitam. Prazos não respeitam feriado. E a pergunta que não sai da minha cabeça é: você está aproveitando esse intervalo entre os jogos para checar o estado jurídico da sua empresa, ou está esperando o apito final para descobrir que perdeu o prazo?
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A Copa revela o que você ainda não automatizou
Cada vez que a Copa do Mundo chega, ela funciona como um espelho do mercado. Quem tem processos organizados e tecnologia trabalhando no background vive o torneio com tranquilidade. Quem ainda depende de planilhas, lembretes manuais e da memória do sócio mais velho entra em colapso silencioso durante as semanas de jogos.
Isso vale para empresas e para escritórios de advocacia. Sim, falo de você, advogado que ainda gerencia vencimento de contratos e prazos processuais no Excel, ou no bloco de notas do celular. A Copa dura 1 mês. O seu cliente não pode esperar.
A boa notícia é que o mercado jurídico brasileiro nunca teve tantas soluções tecnológicas disponíveis. O número de legaltechs ativas no país saltou de cerca de 100 para mais de 600 associadas à AB2L em menos de seis anos. Seis vezes mais em menos de uma década. O ecossistema existe. A pergunta é: por que tantos escritórios e departamentos jurídicos ainda não adotaram nada?
Quem está comprando tecnologia jurídica hoje
Agora eu vou te contar algo que aprendi nos últimos 5 anos construindo startups jurídicas pela nossa Holding Aleve legaltech Ventures: o maior comprador de legaltech hoje não é o diretor jurídico. É o dono da empresa.
O empresário que gerencia uma operação média, que lida com fornecedores, contratos, compliance e uma equipe jurídica enxuta, já entendeu que não dá para crescer dependendo de processos manuais. Ele chega antes de qualquer reunião formal, pesquisa, compara e decide. Muitas vezes durante o intervalo de um jogo.
Esse perfil de comprador é mais ágil, mais direto e mais disposto a testar. Ele não precisa de um comitê de aprovação de seis meses. Ele precisa ver que a solução funciona e que vai resolver a dor dele. Dores como: quanto estou gastando com passivos trabalhistas que poderiam ter sido evitados? Onde estão os contratos de fornecedores que vencem em agosto? Alguém está monitorando os processos que envolvem meu nome?
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Essas são perguntas que a tecnologia jurídica responde. E as startups do portfólio da Aleve foram construídas exatamente para isso: resolver problemas reais, concretos, do cotidiano jurídico de quem toca empresa e de quem assessora essas empresas.
Para o escritório de advocacia: a tecnologia como diferencial competitivo
Se você lidera um escritório, a Copa também carrega uma mensagem para você. Seus clientes estão assistindo ao jogo, mas os contratos deles continuam rodando. O escritório que consegue entregar relatórios automáticos, alertas de vencimento, gestão de risco em tempo real e análise preditiva de processos durante esse período não é apenas eficiente. Ele é indispensável.
A diferença entre o escritório que cresce e o que estagna não está mais no tamanho da equipe ou no endereço do andar. Está na capacidade de usar tecnologia para ampliar a entrega estratégica sem aumentar proporcionalmente o custo. Um advogado bem apoiado por ferramentas certas entrega o que antes levaria três. Um sócio que tem dashboards de acompanhamento de carteira não precisa ser acionado para cada pergunta operacional.
Inovar no Direito não é trocar o advogado pela máquina. É libertar o advogado das tarefas que a máquina faz melhor, para que ele possa fazer o que só ele sabe fazer: pensar, estrategizar, construir relacionamento, proteger o cliente.
O que você pode fazer ainda hoje
Aqui vai minha provocação direta: use esse período de Copa para fazer um diagnóstico jurídico da sua operação. Mapeie onde estão os seus maiores riscos. Identifique quais processos ainda são manuais e poderiam ser automatizados. Avalie se o seu escritório ou departamento jurídico está entregando relatórios que gerem decisão ou apenas documentos que ocupam espaço.
Existe tecnologia disponível agora para gestão contratual inteligente, monitoramento processual automatizado, análise de risco trabalhista, due diligence acelerada por IA e muito mais. Essas soluções existem, são acessíveis e foram construídas por pessoas que conhecem profundamente tanto o Direito quanto a tecnologia.
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A Copa do Mundo acontece a cada quatro anos. O risco jurídico da sua empresa não espera quatro anos para aparecer. Ele está acontecendo agora, enquanto você lê esse texto, enquanto o apito de abertura ecoa.
Cuide do jogo que realmente não pode perder.
*Priscila Spadinger e CEO da Aleve LegalTech Ventures, única Venture Builder dedicada ao setor jurídico no Brasil.
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