Ibovespa cai 2,22% e dólar sobe para R$ 5,06 com guerra e nova taxa dos EUA

Ibovespa cai 2,22% e dólar sobe para R$ 5,06 com guerra e nova taxa dos EUA
Mercado financeiro sofre com escalada de tensão no Oriente Médio e risco de barreira comercial/Freepik
Publicado em 04/06/2026 às 13:00

Da Redação de LexLegal

O mercado financeiro doméstico viveu um dia de forte instabilidade e fechou o pregão desta quarta-feira (3) em severa retração. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, recuou 2,22%, encerrando a sessão aos 170.330 pontos e devolvendo toda a recuperação registrada no dia anterior.

No mercado de câmbio, o dólar comercial avançou 1,14%, cotado a R$ 5,067. O movimento de forte aversão ao risco foi impulsionado pela piora dos conflitos geopolíticos e pelas novas ameaças tarifárias vindas de Washington.

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A deterioração dos negócios acompanhou o tombo das bolsas de Nova York, que interromperam uma sequência histórica de recordes após o agravamento do embate militar entre Estados Unidos e Irã. Paralelamente, os investidores reagiram à decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de propor uma nova sobretaxa de 12,5% contra o Brasil por supostas falhas no combate ao trabalho escravo. A medida somou-se ao anúncio anterior de uma barreira de 25% sobre as exportações nacionais, elevando o temor de prejuízo na balança comercial.

O recuo generalizado levou o Ibovespa ao seu menor nível de fechamento desde 20 de janeiro. Ao longo do dia, o índice chegou a tocar a mínima de 170.007 pontos, mas conseguiu preservar o suporte psicológico dos 170 mil pontos.

Com o resultado, a bolsa brasileira passou a acumular uma perda de 1,99% na semana, reduzindo os ganhos acumulados no ano de 2026 para 5,71%. A proximidade do feriado de Corpus Christi também contribuiu para o esvaziamento dos negócios e a busca por proteção.

O real figurou entre as moedas com pior desempenho global diante da fuga de capital estrangeiro da B3. A divisa norte-americana chegou a atingir a máxima de R$ 5,09 durante a tarde, registrando o maior patamar de encerramento desde 8 de abril.

No cenário externo, a moeda dos Estados Unidos ganhou força após a divulgação de indicadores macroeconômicos robustos da atividade americana, o que reforçou a perspectiva de que o Federal Reserve manterá os juros básicos elevados por um período prolongado. No acumulado do ano, o dólar ainda computa queda de 7,69% frente à moeda brasileira.

Os contratos futuros de petróleo operaram em forte alta devido às ameaças de bloqueio logístico no Estreito de Ormuz, canal vital para o escoamento da produção do Oriente Médio. O barril do tipo Brent, usado como referência pela Petrobras, subiu 1,89%, cotado a US$ 97,81.

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Já o tipo WTI, negociado no Texas, avançou 2,4% e fechou a US$ 96,02. A disparada da commodity energética renovou as preocupações globais com o repasse inflacionário e com o ritmo de atividade das grandes economias.

SÃO PAULO WEATHER