Soja e cobre impulsionam superávit da balança comercial em 10,8% no mês de maio

Soja e cobre impulsionam superávit da balança comercial em 10,8% no mês de maio
Saldo mensal atinge US$ 7,8 bilhões e Mdic projeta fechar o ano com resultado positivo de US$ 72 bilhões/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Publicado em 05/06/2026 às 9:00

Da Redação de LexLegal

O superávit da balança comercial brasileira atingiu US$ 7,823 bilhões no mês de maio, registrando um crescimento de 10,8% na comparação com o mesmo período de 2025. De acordo com os dados oficiais divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o desempenho foi alavancado pelo avanço nos embarques de soja e minério de cobre. O resultado representa o quarto maior saldo positivo para meses de maio desde o início da série histórica, iniciada em 1989.

No mês, as exportações nacionais somaram US$ 31,904 bilhões, o que corresponde a uma alta de 6,6%, enquanto as importações avançaram 5,3%, totalizando US$ 24,081 bilhões. No acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, a balança comercial do país computa um saldo positivo de US$ 32,662 bilhões.

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O montante acumulado supera em 34,2% o índice do ano passado, beneficiado pela valorização internacional das commodities e pelo fim do impacto estatístico da compra de uma plataforma petrolífera ocorrida no início de 2025.

Petróleo recua em volume sob efeito de imposto e embarques de café despencam

No detalhamento dos setores produtivos em maio, o agronegócio cresceu 9,8% e a indústria de transformação avançou 9%. Em valores absolutos, a soja liderou a expansão com um incremento de US$ 804,1 milhões, seguida pelo minério de cobre, que injetou US$ 617,9 milhões a mais na pauta exportadora.

Em contrapartida, a indústria extrativa registrou recuo de 1,9%, pressionada pela queda de 42,1% no volume de petróleo bruto despachado. A retração volumétrica está associada à taxação temporária de 12% do Imposto de Exportação sobre o combustível, adotada pelo governo em março para conter repasses inflacionários gerados pela guerra no Oriente Médio. O setor cafeeiro também amargou perdas, com queda de 24,5% no faturamento mensal.

Do lado das importações, o crescimento foi puxado pela compra de veículos estrangeiros, que demandou US$ 833,5 milhões a mais do que em maio do ano passado, impulsionado pela alta de 80,1% na aquisição de automóveis de passageiros. Para o fechamento do ano de 2026, o Mdic estima que o superávit comercial consolidado atinja US$ 72,1 bilhões.

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A projeção governamental é ligeiramente mais conservadora do que a apurada pelo boletim Focus do Banco Central, cujos analistas de mercado preveem um saldo final de US$ 76,2 bilhões devido aos reflexos do cenário geopolítico global sobre os preços de energia.

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