Desemprego sobe para 5,8% no com dispensa de temporários

Desemprego sobe para 5,8% no com dispensa de temporários
País ganha 471 mil novos desocupados em relação a março, mas mercado mantém patamar histórico/Fernando Frazão/Agência Brasil
Publicado em 28/05/2026 às 11:15

Da Redação de LexLegal

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre móvel encerrado em abril de 2026, registrando um acréscimo de 0,4 ponto percentual em relação ao período de novembro de 2025 a janeiro de 2026. Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice atualizado mostra que o contingente de desocupados, que são as pessoas que tomaram a iniciativa de procurar emprego mas continuam sem colocação no mercado, atingiu 6,3 milhões de cidadãos.

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O volume de desempregados expandiu 8,0% em comparação com o início do ano, adicionando 471 mil indivíduos à fila por uma vaga em apenas um mês. Por outro lado, o indicador aponta melhora quando confrontado com o mesmo trimestre do ano passado, momento em que a desocupação atingia 6,6% da força de trabalho nacional, o que representa uma redução anual de 809 mil pessoas sem postos de atuação.

Efeito sazonal dita demissões e rendimento médio permanece em nível recorde

A oscilação negativa na absorção de mão de obra reflete o encerramento de contratos temporários típicos do início de cada ano. O contingente total de trabalhadores ocupados encolheu 0,3% no trimestre, situando-se em 102,3 milhões de pessoas, uma perda líquida de 338 mil postos de trabalho remunerados. O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas empregadas em relação ao total da população em idade ativa para o trabalho, recuou para 58,4%.

“O aumento da desocupação nesse trimestre móvel é resultado essencialmente do comportamento sazonal de algumas atividades, entre elas, comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retiveram a parcela de seus trabalhadores”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.

Apesar do aumento no descarte de funcionários, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros resistiu à pressão inflacionária e manteve-se firme no patamar histórico de R$ 3.732. O índice de informalidade, que engloba trabalhadores sem carteira assinada, profissionais autônomos sem CNPJ ou empregados sem direitos trabalhistas garantidos, registrou ligeira retração para 37,2% da força ocupada, somando 38,1 milhões de brasileiros nessa condição.

Subutilização da força produtiva mantém estabilidade estatística

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, indicador que soma os desempregados, os subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial, permaneceu paralisada em 13,8% na comparação trimestral direta, acumulando uma queda de 1,7 ponto percentual no confronto anual. O volume total de indivíduos subutilizados no país ficou estimado em 15,7 milhões, exibindo retração de 11,1% frente ao mesmo período de 2025.

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“Embora registrando perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho segue com elevado nível da ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica”, completou Beringuy. Para a especialista, a sustentação da massa de rendimentos atua como um colchão macroeconômico contra solavancos sazonais.

“Isso indica que mesmo diante do recuo sazonal, a generation de trabalho e renda se mantém sustentada”, completou.

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