Mercado projeta inflação de 4,92% em 2026, aponta Boletim Focus

Mercado projeta inflação de 4,92% em 2026, aponta Boletim Focus
Sede do Banco Central onde colegiado monitora o avanço da inflação para definir os rumos da taxa Selic/Marcello Casal JrAgência Brasil
Publicado em 18/05/2026 às 13:42

Da Redação de LexLegal

O mercado financeiro elevou as projeções de inflação e de juros para o encerramento de 2026, mantendo estáveis os indicadores de câmbio e de atividade econômica. O relatório Focus, publicado nesta segunda-feira pelo Banco Central, aponta que a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,91% para 4,92%. O novo patamar consolida o estouro do teto da meta fixada pelo governo federal.

O teto de tolerância determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o ano é de 4,5%, com centro da meta em 3%. Esta é a décima semana consecutiva em que os analistas revisam a inflação para cima, refletindo o encarecimento de grupos sensíveis como alimentos e bebidas, que pressionaram o índice oficial no balanço de abril divulgado pelo IBGE. Para os anos de 2027 e 2028, as projeções do mercado situam-se em 4% e 3,65%, respectivamente.

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Pressão inflacionária força reajuste para cima na taxa Selic

Para tentar conter o avanço dos preços, o comitê de política monetária deve manter os juros elevados por mais tempo. O relatório Focus reajustou a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2026, elevando o indicador de 13% para 13,25% ao ano. Atualmente, o Banco Central mantém os juros em 14,5%, patamar considerado restritivo para frear o consumo e aproximar o indicador da meta oficial.

“A expectativa do mercado financeiro para inflação e juros subiu na comparação com a semana passada. As projeções relacionadas a câmbio e economia se mantiveram estáveis, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central”, aponta o documento oficial da autoridade monetária. As estimativas para os anos seguintes indicam juros de 11,25% em 2027 e 10% no encerramento de 2028.

Produto Interno Bruto e cotação do dólar operam em estabilidade

Os dados de atividade econômica nacional e de câmbio não sofreram alterações em relação ao balanço anterior. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu congelada em 1,85% para 2026, repetindo o mesmo diagnóstico das últimas três semanas. O mercado estima que a economia brasileira deve arrefecer o ritmo de expansão nos próximos períodos, prevendo altas de 1,77% em 2027 e de 2% para 2028.

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A cotação da moeda norte-americana também ficou estacionada na casa dos R$ 5,20 para o encerramento do ano corrente. O comportamento do câmbio indica previsibilidade na entrada de fluxo cambial, mesmo diante do aperto na política de juros domésticos. De acordo com o Focus, as projeções para o dólar apontam para patamares de R$ 5,27 no final de 2027 e de R$ 5,34 em 2028, sem quebras bruscas na trajetória da moeda.

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