Dario Durigan vai ao G7 e tenta emplacar minerais críticos do Brasil no mercado global

Dario Durigan vai ao G7 e tenta emplacar minerais críticos do Brasil no mercado global
Ministro da Fazenda conduz comitiva brasileira em Paris para negociar novos mercados para o setor de mineração tecnológica/Lula Marques/ Agência Brasil.
Publicado em 17/05/2026 às 12:24

Da Redação de LexLegal

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, embarcou para a França para participar das reuniões de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G7, em Paris. Em sua segunda agenda internacional no comando da pasta, o substituto de Fernando Haddad apresentará o Brasil como alternativa estratégica no fornecimento de insumos essenciais. O governo brasileiro foi convidado pelo grupo, que reúne Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá.

O foco principal da diplomacia econômica brasileira nesta rodada é atrair investimentos estrangeiros para a exploração de terras raras, nióbio e grafeno. Os materiais são determinantes para a indústria de alta tecnologia e para os projetos globais de transição energética. A viagem seria mais longa, mas a etapa que previa a ida de Durigan à Rússia, para o encontro do banco dos Brics, foi cancelada devido ao fechamento do aeroporto de Moscou após ataques de drones ucranianos.

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Industrialização interna e quebra do monopólio chinês

A estratégia da Fazenda mira o mercado dominado amplamente pela China, que controla a maior parte da cadeia produtiva global desses componentes minerais. O plano econômico prevê o aporte de capital internacional, mas sob a condição de manter o controle nacional dos recursos naturais e processar a matéria-prima em território brasileiro. O objetivo regulatório é forçar a agregação de valor local para evitar a mera exportação de commodities minerais sem industrialização secundária.

“O objetivo é evitar que o país permaneça apenas como exportador de matérias-primas e defendeu o fortalecimento da indústria brasileira ligada à cadeia mineral e energética”, afirmou Dario Durigan, ministro da Fazenda, em entrevista à TV Brasil antes do embarque. Segundo Durigan, o cenário de conflitos no Oriente Médio e a volatilidade do petróleo abrem espaço para que o Brasil negocie acordos bilaterais mais vantajosos com potências ocidentais e asiáticas que buscam segurança no abastecimento energético.

Agendas bilaterais e foco em inteligência artificial

A programação oficial de encontros na capital francesa inclui reuniões bilaterais com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, e com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol. O ministro também conduzirá diálogos no setor de tecnologia da informação. Durigan visitará a startup francesa Mistral AI, para tratar com o CEO Arthur Mensch, e se reunirá com a ministra-delegada para Inteligência Artificial da França, Anne Le Hénanff.

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Os compromissos do titular da Fazenda em Paris encerram-se na noite de terça-feira, com retorno imediato a Brasília no dia seguinte. O Palácio do Planalto acompanha os desdobramentos dos acordos na França para alinhar as propostas de atração de capital à nova política industrial do país. O governo federal tenta aproveitar o isolamento econômico russo e as barreiras comerciais contra Pequim para consolidar o Brasil como o parceiro logístico mais seguro do Ocidente.

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