Importação de diesel da Rússia dobra após fechamento do Estreito de Ormuz

Importação de diesel da Rússia dobra após fechamento do Estreito de Ormuz
© Arquivo/Agência Brasil
Publicado em 09/05/2026 às 14:00

Da Redação de LexLegal

O Brasil ampliou drasticamente a dependência do diesel russo e americano para evitar o desabastecimento interno. A mudança na rota de suprimentos ocorre após o acirramento das tensões no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz, em março, que interromperam o fluxo vindo dos países árabes. Dados do sistema Comex Stat revelam que o faturamento das compras do combustível da Rússia mais que dobrou em apenas dois meses.

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Entre março e abril, o país desembolsou US$ 1,76 bilhão com o derivado, sendo que a Rússia abocanhou 81,25% desse mercado. Em abril, a predominância russa foi ainda mais nítida, atingindo quase 90% das importações totais, enquanto os Estados Unidos figuram como o segundo principal fornecedor. Navios que saíram do Golfo Pérsico antes do conflito garantiram as últimas cargas da Arábia Saudita e Emirados Árabes registradas no bimestre.

Para segurar o preço nas bombas e conter a inflação, o Planalto liberou R$ 10 bilhões em subsídios para importadores e comercializadores. Um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, medida que retira R$ 20 bilhões da arrecadação federal. Segundo o governo, o aumento na arrecadação de royalties, impulsionado pela alta do barril de petróleo, deve cobrir o rombo nas contas públicas.

Acordo sobre o ICMS

No plano estadual, quase todos os governadores aderiram a um programa de redução do ICMS sobre o diesel importado, bancado em parceria com a União. Apenas o estado de Rondônia ficou de fora do acordo que busca reduzir o preço final ao consumidor em R$ 1,20 por litro. O custo total da medida foi atualizado para R$ 4 bilhões em dois meses, superando a previsão inicial do Ministério da Fazenda.

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Ainda em abril, o governo anunciou uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o combustível refinado em solo nacional. Para garantir que o benefício chegue ao motorista, as empresas precisam comprovar que a redução foi efetivamente repassada aos postos.

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