Petrobras antecipa início da produção da plataforma P-79 e amplia oferta de petróleo e gás

Da redação de LexLegal
A Petrobras iniciou a operação da plataforma P-79 no Campo de Búzios, no litoral do Rio de Janeiro. A unidade começou a trabalhar três meses antes do que a empresa previa. O navio-plataforma é do tipo FPSO, uma sigla em inglês para uma unidade que flutua, produz, armazena e transfere o petróleo para outros navios. Ela consegue retirar do mar 180 mil barris de óleo por dia.
Com a P-79, o Campo de Búzios agora tem oito plataformas gigantes em atividade. Isso faz com que a produção total da área suba para 1,33 milhão de barris de óleo diariamente. Além do petróleo, a unidade vai enviar gás para a costa brasileira pelo gasoduto Rota 3, aumentando a oferta de gás no país em 3 milhões de m³ por dia.
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Montagem em movimento e poços
A P-79 foi fabricada na Coreia do Sul e chegou ao Brasil em fevereiro. Para ganhar tempo, a Petrobras trouxe técnicos a bordo durante a viagem para realizar o comissionamento, que é o nome técnico para a fase de montagem, testes e ajustes finais antes de ligar as máquinas. Essa estratégia permitiu que a produção começasse mais rápido.
A plataforma faz parte do módulo Búzios 8, que terá 14 poços furados no fundo do oceano. Oito deles são produtores (retiram o óleo) e seis são injetores. Os poços injetores são fundamentais: eles injetam água ou gás no reservatório para manter a pressão alta lá embaixo e “empurrar” o petróleo para os poços que fazem a extração.
Búzios: o gigante do pré-sal
O Campo de Búzios, descoberto em 2010, é hoje o maior reservatório de petróleo do Brasil. Ele fica a 180 quilômetros da costa, e o óleo está escondido a 2 mil metros de profundidade. Para se ter uma ideia, essa profundidade equivale a 38 estátuas do Cristo Redentor empilhadas. A Petrobras não trabalha sozinha lá; ela lidera um grupo que inclui empresas chinesas (CNOOC e CNODC) e a PPSA, que representa o Governo Federal no negócio.
A empresa pretende colocar mais quatro plataformas em Búzios nos próximos anos para aproveitar ao máximo essa riqueza. Três dessas unidades já estão sendo construídas.
Guerra e o preço da gasolina
A chegada da P-79 acontece em um momento difícil para o bolso do consumidor. O mundo vive um “choque do petróleo” por causa da guerra no Irã, iniciada no fim de fevereiro. O conflito acontece perto do Estreito de Ormuz, um canal por onde passa 20% de todo o petróleo do mundo. Como o Irã bloqueou essa passagem, falta produto no mercado e o preço sobe para todos.
Mesmo o Brasil produzindo muito, os preços aqui seguem o mercado internacional porque o petróleo é uma commodity, mercadoria com preço padrão mundial. Além disso, o Brasil ainda precisa comprar de fora 30% do diesel que consome. Para tentar segurar os preços, o governo tem usado medidas como a retirada de impostos e a criação de auxílios para quem importa o combustível.
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A meta da Petrobras é tornar o Brasil autossuficiente em diesel nos próximos cinco anos, diminuindo a dependência de crises internacionais como a atual.