Justiça decreta nova prisão de MC Poze e MC Ryam

Da Redação de LexLegal
A Justiça Federal decretou a prisão preventiva de investigados na Operação Narcofluxo, entre eles os cantores MC Ryam SP e MC Poze do Rodo e o influenciador Rafael Souza Oliveira. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais e rifas clandestinas.
O novo pedido de prisão foi apresentado pela Polícia Federal (PF) e aceito pela Justiça. A decisão ocorreu após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus aos investigados também nesta quinta-feira.
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Segundo a Polícia Federal, novos elementos surgiram ao longo da investigação indicando risco de continuidade das atividades investigadas e possibilidade de interferência no andamento do processo.
Prisões passam a ser preventivas
As prisões decretadas inicialmente tinham caráter temporário. A nova decisão converteu essas prisões em preventivas, modalidade que não possui prazo definido e pode ser mantida enquanto persistirem os fundamentos legais que justificam a medida.
A investigação aponta que o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de operações consideradas irregulares. Entre os métodos identificados estão o uso de plataformas de apostas ilegais, rifas clandestinas e empresas de fachada utilizadas para ocultação de recursos.
O volume financeiro investigado colocou a operação entre as maiores ações recentes envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro no ambiente digital e no setor de apostas informais.
Até o momento, as defesas dos investigados não se manifestaram oficialmente sobre a nova decisão judicial.
Investigação mira estrutura financeira e digital
A Operação Narcofluxo foi deflagrada para apurar movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades declaradas pelos investigados. A Polícia Federal sustenta que o grupo utilizava diferentes mecanismos para circular valores e dificultar o rastreamento dos recursos.
O avanço da investigação ocorre em um momento de intensificação das ações contra estruturas financeiras ligadas a apostas ilegais e rifas digitais. Autoridades têm ampliado o monitoramento desse tipo de atividade devido ao crescimento do número de operações suspeitas envolvendo influenciadores e redes sociais.
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A conversão das prisões em preventivas indica que a investigação entrou em uma fase considerada sensível pelas autoridades, com foco na preservação de provas e no acompanhamento das movimentações financeiras atribuídas ao grupo.