Acionistas do BRB aprovam aumento de capital de R$ 8,8 bilhões para cobrir rombo

Acionistas do BRB aprovam aumento de capital de R$ 8,8 bilhões para cobrir rombo
Sede do BRB em Brasília, que tenta readequar estrutura de capital após intervenção no Banco Master/Joédson Alves/Agência Brasil
Publicado em 22/04/2026 às 7:00

Da Redação de LexLegal

Acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram, em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (22), a proposta de aumento de capital que permite um aporte de até R$ 8,86 bilhões. A medida visa estancar o prejuízo bilionário gerado pela operação com o Banco Master.

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O governo do Distrito Federal, controlador da instituição, recebeu autorização para injetar os recursos, mas ainda não revelou a origem do dinheiro. Fontes internas indicam que R$ 6,6 bilhões seriam suficientes para adequar o banco ao Índice de Basileia exigido pelo Banco Central.

Dificuldades de caixa e busca por socorro

A gestão distrital enfrenta falta de liquidez e busca alternativas para viabilizar o montante. O governo do DF tentou empréstimos com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e bancos privados, sem sucesso até agora.

Opções como a securitização da dívida ativa do DF e ajuda direta da União estão no radar, embora o governo federal resista ao socorro devido à nota de crédito insuficiente do ente federativo. Na última segunda-feira (20), o BRB anunciou a venda de R$ 15 bilhões em ativos desvalorizados do Master para a Quadra Capital, tentando aliviar a liquidez imediata.

Críticas de empregados e falta de auditoria

A Associação Nacional dos Empregados do BRB (ANEABRB) tentou suspender a deliberação durante a reunião. O representante Luiz Fernando Martins questionou a ausência de balanço auditado de 2025 e a falta de laudos independentes sobre o preço das ações.

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A entidade defende que o aporte ocorra via reserva de capital para evitar a diluição da participação dos minoritários. “Não há como se deliberar o aumento de capital sem saber o valor do prejuízo, sem saber o valor que vai ser necessário, sem ter números auditados”, afirmou Martins. Apesar dos protestos, o conselho aprovou o plano original.

SÃO PAULO WEATHER