Ibovespa renova recorde aos 198 mil pontos e dólar recua abaixo de R$ 5

Da redação de LexLegal
O mercado financeiro brasileiro registrou nova rodada de ganhos nesta terça-feira (14), com o Ibovespa renovando sua máxima histórica pelo quinto pregão consecutivo. O principal índice da bolsa subiu 0,33%, encerrando aos 198.657,33 pontos, após flertar com a marca dos 200 mil pontos durante a manhã. O otimismo foi sustentado pelo alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã, o que compensou a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz e impulsionou ativos de risco em países emergentes.
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Dólar quebra barreira psicológica e petróleo despenca
A moeda americana recuou pela quinta vez seguida, fechando cotada a R$ 4,993. O movimento acompanhou o enfraquecimento global do dólar após dados de inflação nos Estados Unidos reforçarem a tese de queda nos juros pelo Federal Reserve. No mercado de commodities, o petróleo Brent caiu 4,6%, sendo negociado a US$ 94,79.
A desvalorização da commodity, embora tenha pesado sobre as ações de petroleiras, ajudou a reduzir a pressão inflacionária global e favoreceu o fluxo de capital para a bolsa brasileira, que já acumula alta superior a 23% em 2026.
Cenário externo dita ritmo das negociações
A queda nas cotações do petróleo em Londres e Nova York reflete a esperança de investidores em um desfecho diplomático no Oriente Médio. Mesmo com o recuo das ações ligadas ao setor de energia, o Ibovespa manteve o fôlego comprador em outros setores da economia.
Especialistas apontam que o fechamento do dólar abaixo de R$ 5 atrai investidores interessados em aproveitar a janela de oportunidade, enquanto os dados econômicos americanos fracos consolidam o cenário de apetite por risco em mercados como o do Brasil.
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O desempenho recorde da bolsa brasileira em 18 pregões apenas neste ano sinaliza uma confiança crescente na resiliência dos indicadores nacionais frente aos choques externos.