Brasil tem 1,3 milhão de trabalhadores domésticos com salário médio de R$ 2.047

Brasil tem 1,3 milhão de trabalhadores domésticos com salário médio de R$ 2.047
A função de serviços gerais concentra a maior fatia do mercado, com quase 1 milhão de trabalhadores e média salarial de R$ 1.952,44/Pixabay
Publicado em 12/04/2026 às 8:00

Da redação de LexLegal

O mercado de trabalho doméstico com carteira assinada encerrou 2025 com estabilidade e ganho real na remuneração. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta sexta-feira (10), mostram que o setor soma 1,3 milhão de vínculos ativos no país.

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Embora o volume total de registros tenha sofrido uma leve queda em relação a 2024, o salário médio subiu de R$ 1.949,06 para R$ 2.047,92 no período de um ano. O levantamento, baseado no eSocial, reafirma a hegemonia feminina na categoria, com as mulheres ocupando 88,6% das vagas formais.

Cuidadores e motoristas registram as maiores médias salariais

A função de serviços gerais concentra a maior fatia do mercado, com quase 1 milhão de trabalhadores e média salarial de R$ 1.952,44. Funções especializadas, contudo, garantem rendimentos superiores. Cuidadores de idosos recebem, em média, R$ 2.281,78, enquanto os motoristas particulares registram R$ 3.142,17.

No topo da pirâmide salarial do setor doméstico estão os enfermeiros particulares, que alcançam média de R$ 4.813,10. Em termos de escolaridade, o perfil do trabalhador doméstico mudou: a maioria (545 mil pessoas) já possui o ensino médio completo.

Sudeste lidera contratações e concentra melhores salários

A concentração geográfica do emprego doméstico segue a força econômica das regiões. São Paulo lidera o ranking nacional com 391.991 vínculos, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Sul, o Rio Grande do Sul aparece com 66 mil registros, enquanto na região Nordeste a Bahia se destaca com 68 mil postos formais.

“Em termos de remuneração, há variações regionais importantes: os estados do Sudeste e do Sul tendem a registrar médias salariais mais elevadas, enquanto Norte e Nordeste apresentam valores inferiores, evidenciando desigualdades regionais que acompanham o mercado de trabalho brasileiro”, informou o MTE.

O perfil etário dos trabalhadores revela uma categoria amadurecida, com a maior parte dos profissionais na faixa entre 50 e 59 anos. Quanto à cor e raça, o ministério destaca um equilíbrio entre os que se declaram brancos (44,5%) e pardos (41,5%).

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O Painel do Trabalho Doméstico indica que, apesar da estabilidade no número de vínculos, a valorização salarial acima da inflação reflete uma maior demanda por profissionais qualificados, especialmente em áreas de cuidado e suporte familiar, em centros urbanos onde o custo de vida é mais elevado.

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