PF e Anvisa realizam operação contra mercado ilegal de canetas emagrecedoras em 11 estados

PF e Anvisa realizam operação contra mercado ilegal de canetas emagrecedoras em 11 estados
Droga estava escondida sob carga de alho em rodovia federal/PF/Divulgação
Publicado em 07/04/2026 às 13:59

Da redação de LexLegal

A Polícia Federal e a Anvisa deflagraram nesta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen para frear o comércio clandestino de medicamentos para emagrecer. O foco da ofensiva são as famosas canetas injetáveis que viraram febre no mercado estético.

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Ao todo, os agentes cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização em estados como São Paulo, Paraná e Goiás. O alvo são grupos que falsificam substâncias ou importam insumos sem qualquer registro sanitário, colocando em risco a saúde de quem busca a perda de peso rápida.

Ação mira laboratórios e clínicas à margem da regulação

A força-tarefa investiga a produção pirata e o fracionamento de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida. Além dessas substâncias já conhecidas, a polícia identificou o comércio da retatrutida, que nem sequer possui autorização para ser vendida no país.

De acordo com a PF, também estão sendo fiscalizados estabelecimentos como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas “que atuam à margem da regulação sanitária, com produção, com fracionamento ou com comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida”. A operação quer desestruturar o esquema que vai da entrada fraudulenta no Brasil até a venda final ao consumidor.

Explosão de apreensões reflete boom do mercado clandestino

O volume de medicamentos emagrecedores ilegais recolhidos pela PF disparou nos últimos dois anos. Em 2024, foram apenas 609 unidades confiscadas, número que saltou para quase 61 mil em 2025. Somente nos três primeiros meses de 2026, as apreensões já passam de 54 mil unidades. Para os investigadores,

“A ação tem como foco o enfrentamento de grupos envolvidos na cadeia ilícita desses produtos, desde a importação fraudulenta até a distribuição e a comercialização irregular de substâncias de uso injetável”.

A Anvisa reforçou o controle sobre as farmácias de manipulação, após detectar que a importação de insumos foi desproporcional ao consumo regular, com 130 quilos de ativos entrando no país em apenas seis meses.

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A comercialização desses itens sem procedência configura crimes de falsificação, contrabando e tráfico de substâncias controladas. A agência sanitária alerta que o uso de canetas manipuladas ou de origem desconhecida pode causar danos irreversíveis, já que não há garantia de esterilidade ou da dosagem correta do fármaco.

A Operação Heavy Pen segue em andamento para identificar outros pontos de distribuição em plataformas digitais e redes sociais, canais preferenciais para o escoamento dessa produção ilícita.

SÃO PAULO WEATHER