Mercado Livre investirá R$ 57 bilhões no Brasil para expandir logística e crédito
Aporte de 2026 é 50% maior que o do ano anterior e foca em 14 novos centros de distribuição

Da redação de LexLegal
O Mercado Livre anunciou um plano de investimentos de R$ 57 bilhões no Brasil para 2026. O montante representa um salto em comparação aos R$ 38 bilhões de 2025 e reflete a estratégia da companhia de consolidar sua liderança no país, que hoje responde por 52% de sua receita global. O capital será diluído entre expansão logística, melhorias no marketplace e o fortalecimento do Mercado Pago, com foco especial na abertura de 14 novos centros de distribuição no modelo fulfillment.
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Com a inauguração dessas novas unidades, a rede logística da empresa chegará a 42 centros em território nacional. Segundo Fernando Yunes, vice-presidente executivo de Commerce na América Latina, o aporte acompanha o ritmo de crescimento e as oportunidades no varejo digital brasileiro. “A penetração ainda está na casa de 16% a 17%, bem abaixo de outros mercados, e a gente vê um potencial muito grande de crescimento”, afirmou em entrevista ao Estadão/Broadcast.
A estratégia de crescimento para 2026 prevê a digitalização de categorias como alimentos e bebidas. Para Yunes, o avanço do setor está atrelado à agilidade nas entregas e à variedade de produtos. “É uma combinação de mais sortimento, melhor experiência e logística mais rápida que deve impulsionar a migração do consumo do offline para o online”, disse o executivo. A empresa também aposta no amadurecimento dos seus modelos de risco para ampliar a oferta de crédito a pessoas físicas e empreendedores.
O braço financeiro, Mercado Pago, utilizará dados de comportamento e vendas dentro da plataforma para calibrar a concessão de recursos de forma segura. Yunes destacou que o volume investido demonstra a confiança na economia local. “Esse nível de aporte mostra o quanto a gente acredita no futuro do Brasil e no crescimento do e-commerce e dos serviços financeiros”, disse. O ecossistema da empresa hoje serve de base para 5,8 milhões de pequenas e médias empresas, que movimentaram o equivalente a 3,2% do PIB nacional em 2024.
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A expansão deve ocorrer tanto em unidades já existentes quanto em novas regiões do país. O foco em centros de distribuição fulfillment visa garantir que o Mercado Livre mantenha a dianteira na velocidade de entrega, fator decisivo para a conversão de vendas no checkout. O investimento bilionário coloca a empresa em um patamar de gastos operacionais muito superior ao registrado em 2019, quando o aporte anual era de apenas R$ 2 bilhões.