Justiça do Rio mantém prisão de seis homens por espancamento de capivara

Justiça do Rio mantém prisão de seis homens por espancamento de capivara
Juiz converte flagrante em preventiva e cita extrema crueldade em crime na Ilha/Freepik
Publicado em 24/03/2026 às 7:30

Da redação de LexLegal

A Central de Audiência de Custódia de Benfica manteve, nesta segunda-feira, 23, a prisão de seis homens flagrados agredindo uma capivara na Ilha do Governador, zona norte do Rio. O grupo teve a prisão convertida em preventiva após o juiz Rafael Rezende considerar a gravidade do ataque, ocorrido no último sábado, 21. Foram detidos Wagner da Silva Bernardo, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues, José Renato Beserra da Silva e Isaias Melquiades Barros da Silva.

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O crime ambiental aconteceu na Rua Repouso, no Jardim Guanabara, durante a madrugada. Segundo a denúncia, os acusados utilizaram barras e ripas de madeira, algumas com pregos, para golpear o animal indefeso.

Dois adolescentes que participaram da ação tiveram a internação provisória determinada pela Vara da Infância e da Juventude no domingo, 22. A decisão judicial destacou que o uso desses instrumentos e a pluralidade de agressores aumentam a reprovabilidade da conduta.

A defesa dos réus solicitou liberdade provisória alegando residência fixa e primariedade, mas os pedidos foram negados para garantir a ordem pública. “A gravidade em concreto do delito demonstra a necessidade da prisão cautelar para a garantia da ordem pública. As imagens amplamente divulgadas pela mídia e que circulam nas redes sociais revelam a extrema crueldade do crime praticado. Ante o exposto, converto a prisão em flagrante em prisão preventiva”, determinou o magistrado.

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O magistrado ainda reforçou que a dinâmica do espancamento causou sofrimento físico intenso ao animal. “A pluralidade de agentes, o envolvimento de adolescentes no crime, o potencial lesivo dos instrumentos usados no crime (pedaços de madeira, alguns deles contendo pregos) e a diversidade de golpes desferidos, capazes de causar intenso sofrimento físico ao indefeso animal, aumentam a reprovabilidade da conduta dos custodiados”, ressaltou Rezende na decisão.

SÃO PAULO WEATHER