CPI do Crime quebra sigilos do Banco Master e mira braço financeiro do PCC na Faria Lima

CPI do Crime quebra sigilos do Banco Master e mira braço financeiro do PCC na Faria Lima
Senadores aprovam 20 requerimentos contra grupo de Daniel Vorcaro e lavagem de R$ 52 bilhões/Geraldo Magela/Agência Senado
Publicado em 11/03/2026 às 14:30

Da redação de LexLegal

A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (11) uma ofensiva contra o sistema financeiro do PCC. O colegiado autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de investigados na Operação Carbono Oculto, que apura lavagem de dinheiro na Avenida Faria Lima.

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O foco recai sobre “A Turma”, braço de comunicação de Vorcaro usado para intimidar opositores e jornalistas. Relatórios apontam que o grupo planejou agressões físicas contra profissionais da imprensa. Foram convocados parentes do banqueiro e ex-diretores do Banco Central, suspeitos de atuarem como consultores informais para facilitar a compra do antigo Banco Máxima.

“Investigações no âmbito da Operação Carbono Oculto apontam que Fabiano Zettel possui conexões financeiras diretas com a Reag Investimentos e o Banco Master, instituições identificadas como braços financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima”, justificou o senador Humberto Costa (PT-PE). O esquema teria movimentado R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 via postos de combustíveis e fundos de investimento.

A CPI também mirou o “Sicário”, Luiz Phillipi Mourão, aliado de Vorcaro morto recentemente, e o empresário Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos. Segundo Costa, as empresas de Maximiano funcionavam como “veículos para a lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e para a realização de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro”.

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Senadores ainda solicitaram a lista de passageiros de aviões ligados ao Master. O relator Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que indícios sugerem que “altas autoridades da República teriam se utilizado de aeronaves particulares” de forma irregular. O empresário Vladimir Timerman, que denunciou as supostas fraudes por anos, foi convidado a depor.

SÃO PAULO WEATHER