Martinelli Advogados assessora Frísia na compra de planta da Louis Dreyfus

Da redação de LexLegal
A Frísia Cooperativa Agroindustrial fechou acordo para comprar uma unidade industrial de processamento de soja em Ponta Grossa, no Paraná, que pertencia à multinacional Louis Dreyfus Company (LDC). A operação contou com assessoria jurídica do escritório Martinelli Advogados.
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O negócio envolve uma planta industrial usada para esmagamento de soja, processo que transforma o grão em dois principais produtos: óleo vegetal e farelo de soja. Esses derivados são amplamente utilizados pela indústria de alimentos, produção de biodiesel e fabricação de ração animal.
A estrutura adquirida pela Frísia é considerada uma plataforma industrial completa. A unidade possui capacidade de processamento de cerca de 3.400 toneladas de soja por dia e inclui instalações de recepção e armazenamento de grãos, linhas de extração de óleo e produção de farelo.
Também fazem parte da planta estruturas de processamento de lecitina, substância utilizada como emulsificante em alimentos e produtos industriais, além de sistemas de refino do óleo vegetal.
No setor do agronegócio, aquisições desse tipo costumam ser classificadas como expansão vertical. Isso ocorre quando uma empresa amplia sua atuação dentro da mesma cadeia produtiva, passando a controlar mais etapas do processo, da matéria-prima até a industrialização.
No caso da Frísia, a compra da unidade de esmagamento amplia sua presença no processamento de soja, agregando valor à produção agrícola e fortalecendo sua posição na cadeia de alimentos e insumos.
Participaram da operação pelo Martinelli Advogados os profissionais Cintia Meyer, Luiz Guilherme Gama de Oliveira e Aleff Davantel Ribeiro da Silva, responsáveis pela assessoria jurídica da cooperativa na estruturação e negociação da transação.
A Frísia é uma das cooperativas agroindustriais tradicionais do Brasil, com forte presença no Paraná e atuação em diferentes segmentos da produção agrícola. A aquisição da planta industrial tende a ampliar sua capacidade de processamento e integração na cadeia do agronegócio.
O movimento ocorre em um momento de consolidação e expansão de investimentos no setor de processamento de grãos no país, impulsionado pela demanda global por proteínas vegetais e derivados da soja.
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A conclusão da operação dependerá da decisão final do Cade, que analisa se a compra mantém condições adequadas de competição no mercado brasileiro de processamento de soja.