Caixa lucra R$ 15,5 bilhões em 2025 e amplia crédito para R$ 1,37 trilhão

Da redação de LexLegal
A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 15,5 bilhões em 2025, o maior da história do banco estatal. O resultado representa crescimento de 10,4% em relação ao ano anterior, segundo balanço divulgado pela instituição.
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O lucro líquido contábil da instituição alcançou R$ 16,1 bilhões no período, avanço de 18,7% na comparação anual. O desempenho reflete a expansão da carteira de crédito e o aumento das operações em diferentes segmentos da economia.
Apesar do resultado anual recorde, o quarto trimestre mostrou desaceleração. O lucro líquido recorrente ficou em R$ 2,77 bilhões, queda de 39,6% em relação ao mesmo período de 2024 e recuo de 26,5% frente ao terceiro trimestre de 2025.
A carteira total de crédito da Caixa encerrou o ano em R$ 1,378 trilhão. O volume representa crescimento de 11,5% em relação ao ano anterior e mantém o banco como um dos principais financiadores da economia brasileira.
O financiamento imobiliário segue como principal motor da carteira. As operações nesse segmento cresceram 13% no período, reforçando o papel histórico da Caixa no crédito habitacional no país.
O crédito comercial também avançou. As operações com empresas cresceram 14,2%, enquanto o crédito para pessoas físicas registrou alta de 13,4% ao longo do ano.
Outros setores tiveram crescimento mais moderado. As operações voltadas a saneamento e infraestrutura aumentaram 1%, enquanto o crédito direcionado ao agronegócio teve expansão de 0,6%.
Os dados também mostram mudança no comportamento do risco de crédito. O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,07% no quarto trimestre.
No trimestre anterior, o índice era de 3,01%. No mesmo período de 2024, a taxa era de 1,97%, indicando aumento gradual do atraso no pagamento de operações de crédito.
No crédito imobiliário, o indicador seguiu em queda e ficou em 1,18%. Já no crédito para pessoas físicas, a inadimplência subiu para 6,02%.
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Entre empresas, o aumento foi mais expressivo. O índice de inadimplência atingiu 12,13% nas operações com pessoa jurídica. No agronegócio, a taxa chegou a 14,09%, o maior patamar entre os segmentos da carteira da instituição.