Guerra no Oriente Médio não deve subir preço da gasolina no Brasil agora, diz IBP

Guerra no Oriente Médio não deve subir preço da gasolina no Brasil agora, diz IBP
As refinarias operam com estoques próprios e contratos já firmados, o que segura os preços atuais/SBM
Publicado em 05/03/2026 às 8:30

Da redação de LexLegal

O repasse da alta do petróleo para os postos brasileiros será lento, apesar da escalada militar entre Israel, EUA e Irã. A avaliação é de Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

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As refinarias operam com estoques próprios e contratos já firmados, o que segura os preços atuais. Segundo Ardenghy, o petróleo mais caro só afetará o bolso do consumidor se os patamares elevados persistirem por meses.

“Na medida em que esse petróleo mais caro chegar às refinarias, elas também, com um certo tempo, tenderão a transferir esse preço para os seus contratos novos, porque nos contratos já firmados, elas garantem o preço anterior”, afirma.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã preocupa, mas rotas alternativas na Turquia e no Mar Vermelho minimizam o impacto. O IBP prevê estabilidade nos preços brasileiros por um período de 60 a 90 dias.

“É um processo longo, que pode durar até seis meses para acontecer. Não haverá nenhuma mudança de patamar de preço a curto prazo, inclusive, para o consumidor brasileiro”, diz o executivo.

O Brasil, como nono maior produtor mundial, pode lucrar com a crise ao suprir a escassez global. A produção nacional atingiu 3,8 milhões de barris por dia, consolidando o país como um fornecedor confiável para o mercado externo.

“Somos atores importantes e podemos inclusive contribuir com essa falta de petróleo ou essa escassez que venha do Oriente Médio e compensar com a nossa produção atual e a futura”, destaca o presidente do IBP.

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Ardenghy defende que o cenário reforça a necessidade de explorar novas fronteiras, como a Margem Equatorial. A estratégia visa garantir a segurança energética nacional e proteger a economia brasileira de tensões geopolíticas globais.

SÃO PAULO WEATHER