Petrobras descarta falta de combustível mas mercado prevê alta nos preços

Da redação de LexLegal
A Petrobras negou riscos de desabastecimento no Brasil após o agravamento da guerra no Oriente Médio e as ameaças ao Estreito de Ormuz. A companhia informou que suas operações seguem seguras e utilizam trajetos alternativos para evitar as zonas de maior tensão.
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Em nota, a estatal explicou que os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas. Segundo a empresa, não há interrupção prevista para as atividades de compra ou venda de óleo no exterior.
Apesar do otimismo da estatal, o setor privado monitora a pressão inflacionária causada pela alta de 13% no barril do petróleo, que superou os US$ 82. Refinarias particulares podem reajustar tabelas antes da Petrobras, que costuma segurar repasses imediatos em momentos de volatilidade extrema.
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã é a maior preocupação logística global, pois a passagem concentra 20% do fluxo mundial da commodity. Se o cerco durar meses, o impacto nas cadeias de suprimento pode forçar o governo federal a rever a política de preços domésticos.
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Especialistas em energia acompanham a movimentação de navios petroleiros que buscam contornar o Golfo Pérsico. O mercado aguarda a abertura dos pregões de terça-feira para medir se a promessa de fornecimento da Petrobras será suficiente para conter a especulação nos postos.