Câmara Legislativa do Distrito Federal recomenda rejeição de socorro bilionário ao BRB

Câmara Legislativa do Distrito Federal recomenda rejeição de socorro bilionário ao BRB
Sede do BRB em Brasília, centro de disputa política entre o governo e a consultoria legislativa. Nota técnica aponta riscos fiscais e falta de transparência em plano de R$ 6,6 bilhões/Joédson Alves/Agência Brasil
Publicado em 03/03/2026 às 7:30

Da redação de LexLegal

A Consultoria Legislativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) emitiu um parecer contundente recomendando a derrubada do projeto de lei que prevê a capitalização do Banco de Brasília (BRB). O documento de 112 páginas destaca que a proposta do governo carece de informações essenciais e apresenta graves riscos jurídicos e patrimoniais ao Distrito Federal.

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Os especialistas alertam para a ausência de estudos sobre o impacto orçamentário e a falta de avaliação econômica dos imóveis públicos que seriam transferidos ao banco. Segundo os técnicos, a cessão de ativos de empresas como Terracap e Novacap sem laudos prévios torna a medida vulnerável a ações por improbidade administrativa e pode desvalorizar o patrimônio público.

O projeto surge após prejuízos bilionários do BRB na aquisição de carteiras de crédito do Banco Master. A proposta autoriza o GDF a contratar até R$ 6,6 bilhões em empréstimos, valor que pode estourar o limite fixado pelo Senado. Além disso, a nota técnica aponta que a operação pode configurar socorro ilegal, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em contrapartida, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, fez um alerta dramático aos deputados. Ele afirmou que a sobrevivência da instituição depende da aprovação do texto e que, sem o aporte, “o banco para de funcionar”, o que interromperia programas sociais e o sistema de bilhetagem do transporte público.

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O dirigente sustenta que a medida é necessária para garantir a estabilidade futura do DF e evitar um risco sistêmico. No entanto, a consultoria insiste que a redação atual do projeto é um risco fiscal inaceitável, especialmente considerando que a capacidade de pagamento (Capag) do Distrito Federal já está classificada no nível C pelo Tesouro Nacional.

SÃO PAULO WEATHER