Câmara aprova lei antifacção com penas de até 40 anos para milícias, sem imposto para bets

Câmara aprova lei antifacção com penas de até 40 anos para milícias, sem imposto para bets
Texto segue para sanção de Lula após deputados derrubarem taxas sobre bets/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Publicado em 25/02/2026 às 9:00

Da redação de LexLegal

A Câmara dos Deputados encerrou nesta terça-feira (24) a votação do projeto de lei antifacção, que endurece o combate ao crime organizado e milícias no país. O texto eleva as penas para lideranças criminosas e autoriza a apreensão imediata de bens em casos específicos.

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A proposta, que agora depende da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cria a figura jurídica do domínio social estruturado. A nova tipificação prevê reclusão de 20 a 40 anos para quem exercer controle territorial ou intimidar populações e autoridades por meio da violência.

O relator Guilherme Derrite (PP-SP) batizou o texto de Lei Raul Jungmann, em tributo ao ex-ministro da Justiça. O projeto veda benefícios como anistia, indulto e liberdade condicional para os condenados, além de proibir o pagamento de auxílio-reclusão aos seus dependentes.

Líderes de facções deverão cumprir pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima. O texto define como facção qualquer grupo de três ou mais pessoas que utilize coação para dominar territórios ou atacar serviços de infraestrutura essencial.

Durante a votação, os deputados retiraram do projeto a criação da Cide-Bets, um imposto de 15% sobre apostas online que financiaria a segurança pública. A taxação foi derrubada por um destaque do PP e deverá ser discutida em uma proposta legislativa separada.

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A Polícia Federal manteve suas atribuições atuais na investigação e cooperação internacional, após a retirada de trechos polêmicos que alteravam suas competências. O projeto foca agora na recuperação de ativos e extradição de criminosos ligados a organizações estrangeiras através de tratados internacionais.

SÃO PAULO WEATHER