Arrecadação federal bate recorde de R$ 325,7 bilhões em janeiro com alta de 3,56%

Da redação de LexLegal
A Receita Federal arrecadou R$ 325,751 bilhões em janeiro, o maior volume mensal registrado desde 2011. O valor representa um avanço real de 3,56% sobre o mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação.
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O montante ficou ligeiramente abaixo dos R$ 326,1 bilhões esperados pelo mercado financeiro. Em dezembro, o fisco havia somado R$ 292,724 bilhões, confirmando o aquecimento sazonal no início deste ano.
O salto foi puxado pelos rendimentos de capital, que subiram 32,56%, e pela arrecadação previdenciária de R$ 63,459 bilhões. A Receita liga o desempenho à alta de 3,89% na massa salarial e ao avanço do Simples Nacional.
O IOF arrecadou R$ 8 bilhões, com aumento real de 49,05%. O órgão explica que esse resultado decorreu, principalmente, das operações de câmbio relativas à saída de moeda estrangeira, das operações de crédito e relativas a títulos e valores mobiliários.
As mudanças na legislação do tributo, que passaram pelo crivo parcial do STF e derrotas no Congresso, inflaram o caixa. A arrecadação conjunta de PIS/Pasep e Cofins somou R$ 56 bilhões, refletindo o maior volume de vendas e serviços.
No final de 2025, o governo obteve vitórias legislativas para elevar alíquotas de fintechs, bets e JCP. A CSLL sobre instituições financeiras digitais deve subir de 9% para 12% de forma escalonada, buscando equilibrar as contas públicas.
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O governo ainda tenta compensar perdas bilionárias após o Congresso derrubar medidas provisórias de ajuste fiscal em outubro. A estratégia foca agora na redução de benefícios fiscais e no aumento da tributação sobre setores de alta rentabilidade.