Minha Casa, Minha Vida ignora juros altos e movimenta R$ 264 bilhões em 2025

Minha Casa, Minha Vida ignora juros altos e movimenta R$ 264 bilhões em 2025
Conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida; programa do governo federal foi o principal motor para o recorde de vendas de imóveis no Brasil em 2025/PR
Publicado em 24/02/2026 às 7:00

Da redação de LexLegal

O mercado imobiliário brasileiro ignorou os juros de 15% e fechou 2025 com os maiores números da história. Foram 453.005 novos imóveis lançados, uma alta de 10,6%, enquanto as vendas subiram 5,4%, atingindo 426.260 unidades comercializadas.

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O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi o pilar dessa expansão ao responder por metade de todo o movimento do setor no fim do ano. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o programa habitacional injetou 224.842 unidades no mercado em 12 meses.

Em termos financeiros, o Valor Geral de Vendas (VGV) somou R$ 264,2 bilhões no ano passado. A média de vendas registrou 1.215 chaves entregues por dia no país, sendo que apenas a cidade de São Paulo absorveu 312 dessas unidades. O estoque de imóveis disponíveis também subiu 8%, totalizando 347.013 unidades prontas para morar ou em obras.

O uso do FGTS bateu o teto histórico de R$ 142,3 bilhões para sustentar os financiamentos populares. Para o próximo ano, a expectativa é de queda na Selic a partir de março, o que deve baratear o crédito para a classe média.

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O governo mantém a meta de contratar 3 milhões de unidades até o final de 2026 para reduzir o déficit habitacional. Atualmente, metade dos brasileiros entrevistados pela CBIC afirma ter planos de adquirir um imóvel nos próximos 24 meses, com preferência por apartamentos.

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