Governo do DF quer dar 12 imóveis públicos para cobrir rombo do BRB após caso Master

Projeto enviado à Câmara Legislativa tenta levantar R$ 2,6 bilhões para acalmar Banco Central

Governo do DF quer dar 12 imóveis públicos para cobrir rombo do BRB após caso Master
Sede do Banco de Brasília em Brasília, que agora busca vender ativos para recompor patrimônio/Joédson Alves/Agência Brasil
Publicado em 21/02/2026 às 9:35

Da redação de LexLegal

O Governo do Distrito Federal enviou à Câmara Legislativa, na noite desta sexta-feira (20), um projeto de lei que autoriza a entrega de 12 imóveis públicos para socorrer o Banco de Brasília (BRB). A medida tenta recompor perdas bilionárias geradas pela compra de carteiras de crédito do Banco Master.

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O patrimônio, que inclui o Centro Administrativo (Centrad) e terrenos no Lago Sul e SIA, será usado como garantia para empréstimos ou venda direta. O objetivo central é convencer o Banco Central de que a instituição tem solidez antes do balanço de 31 de março, evitando restrições operacionais severas.

A capitalização se tornou urgente porque a venda de carteiras de crédito a bancos privados não aumentou o patrimônio líquido do banco. O BRB precisa elevar seu índice de Basileia, indicador que mede a saúde financeira, sob risco de ser impedido de expandir novos negócios pela autoridade monetária.

A operação enfrenta um obstáculo técnico: o Distrito Federal teve sua nota de capacidade de pagamento (Capag) rebaixada para C em 2025. Com esse selo, o governo local perde a garantia da União para novos créditos, o que encarece o custo do socorro financeiro e pressiona o uso dos ativos imobiliários da Terracap e Novacap.

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O texto permite que o GDF transfira as propriedades ao banco ou crie fundos de investimento imobiliário para atrair capital privado. O Executivo alega que a medida não significa a venda imediata de todos os bens, mas serve para reduzir o risco aos credores e baixar os juros das dívidas contraídas pelo banco estatal.

SÃO PAULO WEATHER