Bombeiros do Rio resgatam mais de mil banhistas no feriado de Carnaval

Bombeiros do Rio resgatam mais de mil banhistas no feriado de Carnaval
Drones e postos móveis reforçam vigilância em praias com mar agitado e lotação recorde/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Publicado em 18/02/2026 às 9:00

Da redação de LexLegal

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro resgatou mais de mil pessoas em situações de afogamento desde a última sexta-feira (13). O aumento expressivo no número de ocorrências acompanha a lotação das praias durante o feriado de Carnaval, o que obrigou a corporação a ampliar o efetivo em todo o litoral fluminense.

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A estratégia de segurança para o verão inclui o uso de postos móveis que se deslocam conforme a concentração de público e as condições das correntes marítimas. Os salva-vidas contam com tecnologia de ponta, utilizando drones de alta resolução e câmeras térmicas para localizar banhistas em perigo mesmo em áreas de difícil acesso.

O major Fábio Contreiras, porta-voz da corporação, alerta que a população deve ignorar áreas sinalizadas com bandeira vermelha, pois indicam a presença de correntes de retorno. O mergulho seguro deve ser feito em praias com bandeira verde e, preferencialmente, próximo aos postos de vigilância.

“Em geral, a bandeira vermelha é um local onde nós temos uma vala, uma corrente de retorno na frente. Jamais mergulhar nesses locais. Se você for surpreendido por uma corrente de retorno, a recomendação principal é buscar nadar para os lados, até você conseguir voltar para a parte rasa da praia com a força das ondas. Se você não souber nadar, a orientação é acenar com os braços, porque os nossos guarda-vidas são treinados para identificar esse sinal e promover o seu socorro mais rápido possível”, explica Contreiras.

A ingestão de bebidas alcoólicas e o banho de mar noturno são apontados como os maiores vilões da segurança no Carnaval. O major reforça que o álcool compromete os reflexos e o equilíbrio, enquanto a falta de visibilidade à noite impede que os guarda-vidas identifiquem vítimas de forma imediata.

“Álcool e mergulho não combinam. O nosso equilíbrio e o nosso reflexo ficam muito prejudicados e a chance de afogamento é muito grande. O banho noturno não recomendado em nenhum local do mundo. A visibilidade fica muito reduzida e as chances de afogamento aumentam muito”, afirma o porta-voz.

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Áreas de encostas e pedras também representam risco crítico, não apenas para mergulho, mas para registros fotográficos. Ondas inesperadas podem arrastar quem se aproxima da borda, causando quedas e lesões graves que dificultam o resgate.

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