Barulho, calor e aglomeração: por que a folia faz mal aos pets

Barulho, calor e aglomeração: por que a folia faz mal aos pets
Ruído excessivo, calor extremo e contato com substâncias químicas como glitter e espuma podem levar animais ao óbito/ LexLegal
Publicado em 16/02/2026 às 12:01

Da redação de LexLegal

O Carnaval pode ser sinônimo de alegria para os humanos, mas para os animais de estimação, a festa representa uma combinação perigosa de estímulos estressores. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) emitiu um alerta contundente: tutores não devem levar cães e gatos para blocos de rua ou aglomerações, priorizando o bem-estar físico e psicológico dos bichos.

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Os principais perigos na avenida

De acordo com o médico veterinário Alexandre Guerra, o principal problema é a hipersensibilidade sensorial. Cães possuem audição e olfato muito mais apurados que os nossos, tornando caixas de som, gritos e perfumes intensos verdadeiros instrumentos de tortura.

Fatores de Risco para os Pets

RiscoConsequência para o Animal
Barulho ExcessivoCrises de ansiedade, pânico, fugas e comportamento agressivo.
Calor (Hipertermia)Desmaios e risco de morte (cães regulam a temperatura apenas pela respiração).
Produtos QuímicosEspumas e glitters causam irritações na pele, mucosas e intoxicação se ingeridos.
FantasiasDificultam a troca de calor com o ambiente e podem causar alergias.
Chão QuenteQueimaduras graves nas almofadas das patas (coxinhas).

Cuidado com a “pena de glitter”

O uso de adereços e fantasias, embora pareça inofensivo para fotos, é desencorajado. O animal pode tentar se livrar da roupa e acabar ingerindo pequenos fios ou pedaços de plástico, causando obstruções intestinais. Além disso, a alimentação de rua — como restos de comidas de barracas — representa um alto risco de gastroenterite e intoxicação alimentar severa.

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“Para nós, o ambiente já não é saudável; imagine para eles. O mais sensato é o tutor lembrar que folia é para o ser humano e manter o animal em um local seguro, fresco e silencioso em casa”, reforça Guerra.

Em casos de exposição acidental ao calor extremo, se o animal apresentar salivação excessiva, respiração muito ofegante ou fraqueza, a recomendação é resfriá-lo com água fresca (não gelada) e procurar atendimento veterinário imediato.

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