Bolsa Família não afasta mulheres do trabalho, mas falta de creches sim, diz FMI

Bolsa Família não afasta mulheres do trabalho, mas falta de creches sim, diz FMI
Estudo aponta que mães de crianças até 6 anos são as únicas que deixam mercado por sobrecarga doméstica/Agência Brasil
Publicado em 16/02/2026 às 8:00

Da redação de LexLegal

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) desmistificou a ideia de que o Bolsa Família reduz a força de trabalho feminina. Segundo a pesquisa, o programa não desestimula o emprego, exceto entre mulheres com filhos de até seis anos, que enfrentam barreiras de infraestrutura.

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O gargalo para a participação das mulheres na economia é a responsabilidade exclusiva pelo cuidado doméstico. O levantamento mostra que elas trabalham dez horas a mais por semana em tarefas não remuneradas do que os homens, evidenciando a desigualdade na divisão de tarefas em casa.

A ausência feminina no mercado trava o PIB brasileiro. Se a diferença de participação entre gêneros caísse dez pontos percentuais até 2033, a economia nacional poderia crescer meio ponto percentual extra. Atualmente, 85% das famílias beneficiárias do Bolsa Família são chefiadas por mulheres.

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O nascimento do primeiro filho é o ponto de ruptura: metade das brasileiras deixa o emprego em até dois anos após o parto. Para o FMI, a solução passa obrigatoriamente pela ampliação de creches, incentivo ao trabalho remunerado e combate direto às disparidades salariais entre homens e mulheres.

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