Começa nos EUA julgamento que vai definir se redes sociais viciaram crianças propositalmente

Começa nos EUA julgamento que vai definir se redes sociais viciaram crianças propositalmente
Processo na Califórnia contra donos de Instagram e YouTube pode criar precedente para big techs/Reprodução/Arte LexLegal
Publicado em 11/02/2026 às 13:30

Da redação de LexLegal

Um tribunal civil na Califórnia iniciou o julgamento que decidirá se as plataformas YouTube e Instagram foram planejadas para viciar o público infantil. A ação judicial busca estabelecer a responsabilidade civil das gigantes de tecnologia Alphabet e Meta por danos à saúde mental de menores.

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O advogado dos demandantes, Mark Lanier, afirmou ao júri que as corporações “projetaram o vício nos cérebros das crianças”. Segundo a acusação, documentos internos provam que as empresas criaram ferramentas com o objetivo deliberado de engajar usuários jovens para aumentar receitas publicitárias.

O caso foca na história de Kaley G.M., de 20 anos, que relata danos psicológicos graves por dependência digital iniciada na infância. A defesa das empresas nega as acusações e atribui o quadro clínico da jovem a problemas familiares anteriores, citando prontuários médicos da autora.

A estratégia dos acusadores é comparada às batalhas judiciais contra a indústria do tabaco nos anos 1990. Executivos como Mark Zuckerberg e Adam Mosseri devem depor nos próximos dias para explicar o funcionamento dos algoritmos de retenção das redes.

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As big techs alegam proteção legal sob a Lei de Decência nas Comunicações, que as isenta de culpa pelo conteúdo postado por terceiros. O processo, no entanto, foca no design das plataformas, acusando o modelo de negócio de ser nocivo à saúde pública por natureza.

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