Começa nos EUA julgamento que vai definir se redes sociais viciaram crianças propositalmente

Da redação de LexLegal
Um tribunal civil na Califórnia iniciou o julgamento que decidirá se as plataformas YouTube e Instagram foram planejadas para viciar o público infantil. A ação judicial busca estabelecer a responsabilidade civil das gigantes de tecnologia Alphabet e Meta por danos à saúde mental de menores.
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O advogado dos demandantes, Mark Lanier, afirmou ao júri que as corporações “projetaram o vício nos cérebros das crianças”. Segundo a acusação, documentos internos provam que as empresas criaram ferramentas com o objetivo deliberado de engajar usuários jovens para aumentar receitas publicitárias.
O caso foca na história de Kaley G.M., de 20 anos, que relata danos psicológicos graves por dependência digital iniciada na infância. A defesa das empresas nega as acusações e atribui o quadro clínico da jovem a problemas familiares anteriores, citando prontuários médicos da autora.
A estratégia dos acusadores é comparada às batalhas judiciais contra a indústria do tabaco nos anos 1990. Executivos como Mark Zuckerberg e Adam Mosseri devem depor nos próximos dias para explicar o funcionamento dos algoritmos de retenção das redes.
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As big techs alegam proteção legal sob a Lei de Decência nas Comunicações, que as isenta de culpa pelo conteúdo postado por terceiros. O processo, no entanto, foca no design das plataformas, acusando o modelo de negócio de ser nocivo à saúde pública por natureza.