Galípolo defende calibragem da política monetária e prevê início de corte de juros em março

Da redação de LexLegal
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (11) que a política monetária atravessa um período de calibragem. Durante evento em São Paulo, o chefe da autoridade monetária reforçou que o cenário atual demanda prudência antes de qualquer flexibilização nas taxas.
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A estratégia do Copom é aguardar a reunião de março para ter mais segurança sobre a trajetória econômica. “Volto aqui a enfatizar que a palavra-chave é essa, a calibragem, esse ajuste da política monetária a partir de março, justamente para a gente poder reunir mais confiança para iniciar esse ciclo”, declarou.
Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, patamar mantido desde janeiro para conter a inflação. Galípolo destacou que a decisão de esperar 45 dias para agir foi uma postura conservadora necessária diante das incertezas nas projeções de mercado.
A condução do Banco Central foi comparada pelo presidente a um veículo de grande porte que evita manobras bruscas. “O que significa serenidade? Significa que o Banco Central está mais para um transatlântico do que para um jet ski”, argumentou ao defender movimentos comedidos.
Para o futuro, a meta declarada é a busca por previsibilidade total no sistema financeiro. “A palavra-chave dos próximos anos do Banco Central é estabilidade. Nosso mandato é estabilidade monetária e estabilidade financeira”, afirmou o economista.
Sobre a fraude no Banco Master, o presidente elogiou a Polícia Federal e o Ministério Público pela condução técnica do caso. Ele destacou que a autarquia agiu rápido ao perceber que o tema extrapolava a supervisão bancária comum.
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Galípolo também relembrou os ciberataques sofridos pelo BC no meio do ano e defendeu a transparência total como ferramenta de gestão. “O que a gente precisa é estar aprimorando e melhorando para que não voltem a ocorrer os mesmos erros. Jogar a luz do sol é sempre o melhor desinfetante”, concluiu.